Sibá atribui renúncia às críticas da oposição no caso Renan
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O senador Sibá Machado (PT-AC) atribuiu sua decisão de renunciar à presidência do Conselho de Ética do Senado à atitude de senadores da oposição e da base aliada. A renúncia ocorreu em meio aos trabalhos do conselho, que analisa o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Sem mencionar nomes, Sibá disse que a decisão dele de convocar uma reunião para hoje para votar o relatório do Epitácio Cafeteira (PTB-MA) incomodou o grupo de Renan. A Folha Online apurou que o grupo temia que o relatório --que sugere o arquivamento da representação-- fosse derrotada na votação do conselho.
"Ontem comecei a sentir que senadores davam sinais de incomodação com encaminhamentos do conselho. Senti que os encaminhamentos para a reunião desta quarta-feira perturbaram alguns senadores", afirmou.
Ele também reclamou da postura dos partidos de oposição --como o DEM e disse que o processo foi "contaminado" por fatores que vão além da representação contra Renan. "Junte-se a isso a incompreensão de parte da oposição com a condução dos trabalhos além do fato de ver que o processo foi contaminado por interesses que vão além do objeto da representação."
Sibá afirmou ainda que foi muito "duro" para ele tomar a decisão de renunciar ao cargo. "Em toda minha vida de militância política, nunca fui de desistir de qualquer tarefa a mim entregue. Fazer isso pela primeira vez foi muito duro para mim. Não queria e não imaginava que tivesse de chegar a esse extremo."
Ele também rechaçou que sua decisão tenha sido motivada pela pressão da base pela sua renúncia. "Minha lealdade e humildade não devem ser confundidas com subserviência, que são dois registros de conduta que considero inseparáveis."
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