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Brasil
27/06/2007 - 16h14

Sibá e Renan criticam tentativa de "politizar" discussão no Conselho de Ética

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da Folha Online, em Brasília

Um dia depois de renunciar à presidência do Conselho de Ética do Senado, Sibá Machado (PT-AC), criticou a suposta "contaminação" do processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan é acusado de usar o lobista Claúdio Gontijo, da Mendes Júnior, para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

"Junte-se a isso a incompreensão de parte da oposição com a condução dos trabalhos além do fato de ver que o processo foi contaminado por interesses que vão além do objeto da representação", disse Sibá hoje ao explicar sua renúncia.

A mesma crítica à atitude da oposição foi feita hoje por Renan. Ao comentar o encontro que teve hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Renan afirmou que não vai permitir a "politização" do senado. "Eu não conversei com o presidente sobre solidariedade. Eu conversei com o presidente sobre a necessidade de o Brasil trabalhar, do Senado votar, de nós não permitirmos a politização da Casa porque isso, se acontecer, será em descompasso do país", afirmou.

De manhã, Renan já havia reclamado da politização. "Não adianta o Conselho de Ética fingir que está cumprindo seu papel e não fazê-lo na plenitude, e ficar nesta zona cinzenta, que não é boa para a democracia, para o Senado, nem para mim e o Brasil", disse.

Ao ser questionado sobre o "fingimento" do conselho, o senador tentou explicar: "Não é fingir não. É tentar cumprir o papel e não cumprir. Na medida que um partido tenta formar posição a um julgamento que tem a ver com as provas, não é uma fato político, transforma isso em fato politico".

O peemedebista fez uma referência indireta à posição defendida pelo DEM para que ele se afaste da presidência do Senado durante as investigações, mas não citou o partido nem nomes de parlamentares.

Em nota oficial, o partido considerou "imperativo" o afastamento temporário de Renan como forma de agilizar as investigações.

"A Executiva entendeu que o presidente do Senado poderá fazer melhor sua defesa licenciado do cargo. Com isso tem mais tempo de fazer sua defesa de forma transparente", disse ontem o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

 

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