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Brasil
28/06/2007 - 17h43

PMDB retira convite para Casagrande assumir relatoria do caso Renan

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PMDB retirou o convite feito ontem à noite pelo presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), para o senador Renato Casagrande (PSB-ES) relatar o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

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Senador Renato Casagrande (PSB-ES) foi desconvidado pelo PMDB a relatar caso Renan
Senador Renato Casagrande (PSB-ES) foi desconvidado pelo PMDB a relatar caso Renan

Quintanilha disse a Casagrande que primeiro precisava consultar a assessoria legislativa do Senado para verificar eventuais irregularidades no processo antes de escolher o relator. Ou seja, a escolha do relator deve ficar para a próxima semana.

"Não falta relator para o processo. Mas ele [Quintanilha] quer fazer primeiro essa avaliação com a assessoria", disse ele após se reunir com o presidente do conselho.

O senador do PSB não negou que se sentiu desrespeitado com o recuo no convite de Quintanilha. "Um convite feito publicamente, depois com uma mudança de posição, sem dúvida, me faltou com o respeito", disse Casagrande.

O "desconvite" foi feito depois de Casagrande ter aceito relatar o caso. O problema é que Casagrande teria colocado condições para relatar o processo. Ele disse, por exemplo, que era favorável à ampliação das investigações sobre Renan, incluindo as movimentações financeiras do presidente do Senado.

Esse posicionamento desagradou aliados do senador Renan, que querem restringir o caso à denúncia de que Renan usou recursos do lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso --com quem o alagoano tem uma filha.

Antes de aceitar a relatoria, o senador deixou claro que pretendia impor o seu ritmo nas investigações. Ele também disse que não aceitaria pressões para que o processo contra Renan seja solucionado em curto prazo.

Manobra

Mesmo sem ficar com a relatoria do caso, Casagrande disse que "todas as medidas que forem tomadas para fugir à normalidade dos trabalhos no conselho não vão dar certo".

O pessebista disse que "manobras" não vão impedir as investigações no caso Renan.

 

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