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Brasil
29/06/2007 - 08h39

MPF denuncia Lino Rossi por suposto envolvimento com sanguessugas

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JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha

O ex-deputado federal Lino Rossi (PP-MT) foi denunciado anteontem pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso sob as acusações de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Os crimes se referem a sua suposta participação na máfia dos sanguessugas. Se a denúncia for aceita, ele se tornará réu.

O processo de Rossi corre em segredo de Justiça. Por isso, o MPF não informou outros detalhes sobre a denúncia contra ele, que foi parlamentar nas duas últimas legislaturas (1999-2003 e 2003-2007), mas não se reelegeu no ano passado.

"Vi isso na imprensa, mas não estou sabendo do que se trata", afirmou ontem o ex-deputado à reportagem. "Amanhã [hoje] meu advogado deve pegar o processo e daí vou falar com ele." Rossi sempre negou que tenha se envolvido em irregularidades.

Em dezembro do ano passado, o Conselho de Ética da Câmara já havia recomendado a cassação dele e de outros quatro deputados. Seu processo não foi concluído, pois não houve votação em plenário até fevereiro, quando expirou seu mandato.

Em janeiro deste ano a Polícia Federal já havia indiciado Rossi e outro cinco deputados sob suspeita dos mesmos crimes pelos quais agora ele foi denunciado --cujas penas podem ultrapassar dez anos de prisão. Até então, 22 parlamentares haviam sido indiciados por suspeita de envolvimento no esquema.

De acordo com investigações, a máfia, liderada pela família Vedoin, dona da Planam, pagava propina a parlamentares para que eles apresentassem emendas ao Orçamento da União destinando dinheiro público para a compra, por prefeituras, de ambulâncias superfaturadas. O esquema foi desmontado por uma operação da PF em maio de 2006.

Rossi foi apontado como o recordista em recebimento de propinas (R$ 3 milhões). Ele nega.

 

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