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Brasil
03/07/2007 - 12h24

Aliados devem sugerir que processo contra Renan volte para o conselho

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O bloco governista, que apóia o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), prepara-se para defender que o processo contra ele seja conduzido e votado no Conselho de Ética da Casa. Preocupados com as repercussões negativas em torno dos atrasos e manobras, os senadores se reúnem ainda nesta terça-feira para oficializar a posição.

A Folha Online apurou que a tendência é que os aliados sugiram que o caso seja remetido ao Conselho de Ética do Senado, sem novos adiamentos nem estratégias para evitar o desfecho do processo.

"O presidente Renan tem de compreender que esse processo não pode ficar pairando como um fantasma assombrando a Casa', afirmou o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES).

Em uma reunião informal, alguns senadores conversaram sobre os desdobramentos do processo e suas repercussões. 'Sou favorável à continuidade das investigações. A Mesa Diretora do Senado precisa devolver o processo ao Conselho de Ética e lá dar prosseguimento ao caso', disse o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

Renan é acusado de ter utilizado dinheiro da construtora Mendes Júnior, via lobista Cláudio Gontijo, para pagar despesas pessoais, como pensão alimentícia e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

Desde ontem uma nova crise se instaurou no Senado com a decisão do presidente do Conselho de Ética da Casa, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que devolveu o processo à Mesa Diretora, alegando falhas técnicas.

A iniciativa acentuou a polêmica em torno do assunto, provocando reuniões da Mesa Diretora do Senado --sem a presença de Renan, que normalmente conduz as reuniões-- da oposição, dos independentes e agora do bloco aliado.

 

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