Brasil
04/07/2007 - 17h05

Após analisar documentos, Tuma diz que situação de Roriz é grave

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Depois de analisar documentos da Polícia Civil do Distrito Federal e do Ministério Público sobre as investigações referentes ao senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), o corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), disse hoje que a situação do peemedebista é "grave". Segundo Tuma, além dos documentos comprometerem o senador, mostram que outras autoridades também foram flagradas em atos irregulares.

"Ali, pelas coisas que vi, tem coisas graves não só contra o ex-governador como de autoridades e empresários", disse.

Tuma recebeu no início da tarde seis CDs com informações da Operação Aquarela, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, além de documentos apresentados como defesa por Roriz. O corregedor também trocou informações com integrantes do Ministério Público que participam das investigações sobre o senador.

Tuma disse estar disposto a incluir todas as informações que obteve sobre Roriz em seu parecer que será encaminhado ao Conselho de Ética do Senado --mesmo ao admitir que vem sendo pressionado por aliados do senador para abafar as denúncias contra o parlamentar.

O corregedor também pretende encaminhar parte da documentação para que a Polícia Federal aprofunde as investigações sobre o senador peemedebista.

Denúncias

Roriz foi flagrado na Operação Aquarela em conversas telefônicas com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Franklin de Moura, preso pela Polícia Civil. O senador combinou com Moura a partilha de R$ 2,2 milhões no escritório do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol.

O senador nega as acusações de irregularidades na transação. Ele diz que pediu um empréstimo de R$ 300 mil a Nenê para comprar parte de uma bezerra Nelore. Como Nenê deu a ele um cheque de R$ 2,2 milhões, teria devolvido R$ 1,9 milhão ao empresário.

A Mesa Diretora do Senado decidiu hoje encaminhar ao Conselho de Ética da Casa representação do PSOL contra o senador. O conselho deve agora notificar Roriz sobre o processo e designar relator para o caso. Antes da notificação, o senador pode renunciar ao mandato para que não tenha os direitos políticos cassados pelo Congresso caso seja condenado pelo conselho.

 

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