Em nota, suplente de Roriz afirma que vai assumir mandato de senador
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O suplente do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), Gim Argello (PTB-DF), divulgou hoje nota à imprensa para garantir que assumirá o mandato no Senado Federal após a renúncia do senador peemedebista. O suplente afirma, na nota, que vai respeitar "o compromisso firmado com a população do Distrito Federal nas últimas eleições" --por isso descarta renunciar ao mandato como chegou a ser especulado em meio à renúncia de Roriz.
Argello lamenta, na nota, que o senador Roriz tenha renunciado "de forma intempestiva" após ser acusado de negociar dinheiro de origem desconhecida com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Franklin de Moura, preso na Operação Aquarela da Polícia Civil do DF.
"O senador Argello lamenta o fato de assumir o mandato de senador da República para substituir, de forma intempestiva, o senador Joaquim Roriz. E, apesar das circunstâncias, não irá abdicar das elevadas obrigações que lhe aguardam", diz a nota.
Argello também afirma que desistiu de conceder entrevista à imprensa esta tarde --como chegou a ser divulgado por assessores --por estar sofrendo de um "quadro de estresse" que poderia "prejudicar" sua saúde.
Renúncia
A renúncia de Argello ao mandato de senador chegou a ser especulada depois que Roriz, com sua carta de renúncia já pronta, teria conseguido convencer os seus suplentes --Argello e Marcos de Almeida Castro--que a eventual renúncia deveria ser em bloco. Com a renúncia tripla, aliados de Roriz julgavam possível convocar uma nova eleição para a vaga no Senado, na qual o próprio senador peemedebista poderia ser candidato.
A estratégia, no entanto, acabou sem ser colocada em prática depois que Argello disse estar disposto a assumir a cadeira no Senado. Outra versão de uma possível renúncia do suplente está ligada às denúncias que pesam sobre o petebista.
O ex-deputado distrital e advogado é acusado de grilagem de terras em Brasília, além de ser citado na Operação Aquarela, comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que descobriu um esquema de desvio de dinheiro do BRB (Banco de Brasília) --entre outras denúncias.
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