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Brasil
06/07/2007 - 18h01

PMDB articula indicação de cinco nomes para cargos de segundo escalão

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Com a recondução do ex-ministro Silas Rondeau para o Ministério de Minas e Energia, os peemedebistas esperam que, pelo menos, cinco cargos do segundo escalão que estão na cota do partido sejam definidos na próxima semana. Sem alarde, os articuladores do PMDB dão como certas as nomeações para Furnas, Petrobras, Eletrosul e Eletronorte, além do Banco do Brasil.

Depois de mais de dois meses, deve ser confirmado os nomes do atual secretário de Cultura do estado do Rio, Luiz Paulo Conde, no comando de Furnas. Para presidir a Eletrosul, deverá ser designado Paulo Afonso Vieira, ex-governador de Santa Catarina.

Outro nome dado como certo do técnico João Augusto Branco --que deve ocupar a diretoria Internacional da Petrobrás. O PMDB emplacou na vice-presidência de governo do Banco do Brasil o ex-senador Maguito Vilela (GO) --mas sua nomeação ainda não saiu.

Porém, há uma polêmica ainda sem solução aparente: a indicação de Carlos Nascimento, atual presidente da Eletronorte. Ele é indicado pelo senador José Sarney (PMDB-AP) para comandar a Eletrobrás, mas enfrenta a resistência da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

As conversas sobre os cargos no segundo escalão ainda não foram encerradas. A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros Tarso Genro (Justiça) e Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) se reuniram, separadamente, com o presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), os líderes do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado, Valdir Raupp (RO), além do senador José Sarney (PMDB-AP).

As negociações entre o PMDB e o governo foram suspensas por algum tempo, no auge da crise política envolvendo Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. Mas foram retomadas nos últimos dias.

O jantar programado entre Lula e a bancada do PMDB no Senado foi adiado por três vezes em decorrência do mal-estar causado pelas denúncias envolvendo Renan --que é acusado de ter utilizado dinheiro de uma construtora para pagar despesas pessoais, como pensão alimentícia e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

Como Lula e vários de seus ministros saíram em defesa de Renan, os peemedebistas interpretaram que o ambiente era propício para retornar às negociações. Por isso, reiniciaram a conversas em busca de maior espaço no segundo escalão.

 

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