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Brasil
11/07/2007 - 19h43

Pai de Deborah Secco preso pela PF pede habeas corpus à Justiça

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CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

O pai da atriz Deborah Secco, Ricardo Secco, preso ontem pela Polícia Federal durante a Operação Águas Profundas, entrou hoje com pedido de habeas corpus junto ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região. A operação da PF desarticulou um suposto esquema de fraudes em licitações da Petrobras e convênios firmados com ONGs.

Além dele, também pediram habeas corpus Ruy Castanheira e seu filho, Felipe Pereira das Neves Castanheira. Os pedidos devem ser julgados amanhã pela desembargadora federal, Liliane Roriz, da Segunda Turma Criminal do tribunal.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, aceita pela Justiça, Ruy Castanheira atuava como operador contábil do esquema de fraudes da Petrobras e empregava o mesmo "modus operandi" em outro esquema, que realizava fraudes envolvendo ONGs e empresas-fantasmas.

O delegado Claudio Nogueira, que coordenou a operação, citou algumas empresas fantasmas que faziam parte dos esquemas: Petruscar, Intecdat, RVM, Cesta Básica, Max Express e Cobrar Assessoria.

Tanto Ruy como Ricardo Secco não apareciam formalmente no comando das ONGs, mas tinham ingerência sobre elas, segundo a denúncia. A PF apreendeu ainda durante a operação R$ 500 mil em espécie na casa de Felipe Castanheira, considerado braço-direito do pai no esquema.

Os denunciados irão responder pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, falsidade documental e estelionato e poderão ainda ser acusados de sonegação fiscal.

Prisão

Hoje, a Polícia Federal prendeu um dos cinco foragidos suspeito de envolvimento no esquema de fraudes em licitações de plataformas da Petrobras. Ricardo Moritz, suspeito de ser um dos laranjas utilizados no esquema montado por Ruy Castanheira, foi preso em Santa Catarina.

Com isso, sobe para 14 o número de presos na operação desencadeada ontem. A PF ainda procura por Sérgio Fernandes Granja (agente federal), José Augusto Barbosa Reis (acusado de tráfico de influência em favor da Angra), Cláudio Valente Scultori da Silva (ligado à Angra na área ambiental) e Wilson Ribeiro Diniz (apontado como laranja).

 

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