08/04/2002
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15h54
da Folha Online
O PT vai aproveitar o tempo a que tem direito hoje à noite na TV para tentar mostrar que o partido está unido e maduro, antecipando a imagem que será trabalhada na campanha eleitoral deste ano.
Uma das maiores preocupações da cúpula petista é mostrar ao eleitorado que o radicalismo já não faz parte do discurso dominante no partido.
Para alcançar este objetivo, haverá uma referência direta de Lula ao MST, movimento que, no mês passado, invadiu a fazenda da família do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Lula não tratará deste caso especificamente, mas dirá que é preciso haver respeito à propriedade e garantirá que em um eventual governo petista a questão agrária será tratada de forma mais "pacífica".
O pré-candidato do partido à Presidência, no entanto, não será a única "estrela" do programa de hoje, que entra em rede nacional às 20h30: os candidatos a governador terão cerca de metade do tempo.
A estratégia é diferente da que foi usada por outros partidos, como o PFL e o PSDB, que deram destaque apenas à seus candidatos à Presidência _Roseana Sarney e José Serra, respectivamente_ nos programas que veicularam neste ano.
Falando de violência
Em São Paulo, o principal destaque da propaganda petista será a Segurança Pública. José Genoíno, pré-candidato ao governo, criticará o aumento dos índices de violência.
Genoíno deverá propor a unificação do comando das policias civil e militar como forma de tornar mais eficiente o combate à criminalidade. Ele também deve defender um maior controle da sociedade sobre a atividade policial.
"A violência é uma prioridade nossa porque é uma prioridade do povo. E nós temos que atender a essa expectativa no programa partidário", diz o secretário de Comunicação do PT em São Paulo, Marco Antônio da Silva.
Suplicy
O PT também quer mostrar que, mesmo após a realização de prévias internas no mês passado para a definição do candidato à Presidência, o partido está unido.
O candidato derrotado, senador Eduardo Suplicy, deve aparecer no programa elogiando o caráter democrático das prévias e declarando "apoio total" ao vencedor, Luís Inácio Lula da Silva.
Muitos petistas têm dito, em conversas reservadas, que Suplicy poderia ser escolhido como candidato a vice na chapa de Lula, caso o partido não consiga fechar nenhuma coligação de peso para disputar as eleições.
A cúpula do partido, no entanto, não faz pronunciamentos oficiais sobre o assunto. Suplicy ainda tem quatro anos de mandato para cumprir como senador por São Paulo.
O PT e o marketing
Este será o primeiro programa estadual do PT coordenado pela equipe do publicitárioa Duda Mendonça, que se tornou conhecido em São Paulo por trabalhar ao lado de Paulo Maluf (PPB).
A equipe de Comunicação do partido em São Paulo diz estar satisfeita com a parceria. "Foi uma grata surpresa. Sinto o Duda muito envolvido e preocupado em atender às expectativa do partido", disse Marco Antônio Silva, que teve o publicitário como "adversário" nas últimas eleições.
Leia mais no especial Eleições 2002
Na TV, PT adota estilo light e dá o tom da campanha deste ano
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FÁBIO PORTELAda Folha Online
O PT vai aproveitar o tempo a que tem direito hoje à noite na TV para tentar mostrar que o partido está unido e maduro, antecipando a imagem que será trabalhada na campanha eleitoral deste ano.
Uma das maiores preocupações da cúpula petista é mostrar ao eleitorado que o radicalismo já não faz parte do discurso dominante no partido.
Para alcançar este objetivo, haverá uma referência direta de Lula ao MST, movimento que, no mês passado, invadiu a fazenda da família do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Lula não tratará deste caso especificamente, mas dirá que é preciso haver respeito à propriedade e garantirá que em um eventual governo petista a questão agrária será tratada de forma mais "pacífica".
O pré-candidato do partido à Presidência, no entanto, não será a única "estrela" do programa de hoje, que entra em rede nacional às 20h30: os candidatos a governador terão cerca de metade do tempo.
A estratégia é diferente da que foi usada por outros partidos, como o PFL e o PSDB, que deram destaque apenas à seus candidatos à Presidência _Roseana Sarney e José Serra, respectivamente_ nos programas que veicularam neste ano.
Falando de violência
Em São Paulo, o principal destaque da propaganda petista será a Segurança Pública. José Genoíno, pré-candidato ao governo, criticará o aumento dos índices de violência.
Genoíno deverá propor a unificação do comando das policias civil e militar como forma de tornar mais eficiente o combate à criminalidade. Ele também deve defender um maior controle da sociedade sobre a atividade policial.
"A violência é uma prioridade nossa porque é uma prioridade do povo. E nós temos que atender a essa expectativa no programa partidário", diz o secretário de Comunicação do PT em São Paulo, Marco Antônio da Silva.
Suplicy
O PT também quer mostrar que, mesmo após a realização de prévias internas no mês passado para a definição do candidato à Presidência, o partido está unido.
O candidato derrotado, senador Eduardo Suplicy, deve aparecer no programa elogiando o caráter democrático das prévias e declarando "apoio total" ao vencedor, Luís Inácio Lula da Silva.
Muitos petistas têm dito, em conversas reservadas, que Suplicy poderia ser escolhido como candidato a vice na chapa de Lula, caso o partido não consiga fechar nenhuma coligação de peso para disputar as eleições.
A cúpula do partido, no entanto, não faz pronunciamentos oficiais sobre o assunto. Suplicy ainda tem quatro anos de mandato para cumprir como senador por São Paulo.
O PT e o marketing
Este será o primeiro programa estadual do PT coordenado pela equipe do publicitárioa Duda Mendonça, que se tornou conhecido em São Paulo por trabalhar ao lado de Paulo Maluf (PPB).
A equipe de Comunicação do partido em São Paulo diz estar satisfeita com a parceria. "Foi uma grata surpresa. Sinto o Duda muito envolvido e preocupado em atender às expectativa do partido", disse Marco Antônio Silva, que teve o publicitário como "adversário" nas últimas eleições.
Leia mais no especial Eleições 2002

