Brasil
13/07/2007 - 09h25

Constantino recebe R$ 1,9 mi em sua conta após "empréstimo" a Roriz

Publicidade

da Folha Online

Um depósito recente de cerca de R$ 1,9 milhão na conta corrente do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol, levou promotores a suspeitar de que o empresário esteja participando da montagem de uma farsa para corroborar a versão apresentada pelo ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), informa nesta sexta-feira reportagem da Folha (íntegra disponível só para assinantes do jornal ou do UOL).

O então senador foi acusado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que o mostraram negociando a partilha de cerca de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Franklin de Moura. A partilha seria feita no escritório de Constantino.

O ex-governador negou as acusações e disse que pediu um empréstimo de R$ 300 mil a Constantino --quantia descontada de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário. O dinheiro, segundo ele, teria sido utilizado para comprar uma bezerra e ajudar um primo.

Segundo a reportagem de hoje, no entanto, o depósito do R$ 1,9 milhão --que supostamente seria o "troco" do empréstimo-- só ocorreu no dia 3 deste mês, quase quatro meses depois de Constantino ter recebido, segundo afirma, a diferença de Roriz.

Roriz renunciou ao mandato parlamentar no último dia 4 para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. As gravações sobre a partilha do dinheiro foram realizadas durante a Operação Aquarela, comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que desbaratou um esquema de desvio de dinheiro do BRB.

As denúncias contra Roriz ganharam mais um elemento extra com a publicação de uma reportagem da revista "Veja", informando que ele teria utilizado parte dos R$ 2,2 milhões para subornar juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal em processo contra ele nas eleições do ano passado.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca