Presidente da Usiminas paga R$ 1 mi a empresa por valerioduto
da Folha Online
O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, fez um acordo com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e vai pagar R$ 1 milhão à própria siderúrgica a título de indenização. Soares é investigado em processo administrativo da CVM por realizar pagamentos, sem comprovar os serviços, à SMPB Propaganda, agência do publicitário Marcos Valério, apontado como líder do esquema do mensalão em 2005.
A conclusão da comissão de inquérito da CVM é que teria ocorrido simulação da prestação de serviços de publicidade com o objetivo de transferir os recursos da empresa para financiamento de campanhas eleitorais de deputados. O comportamento, segundo o inquérito, caracterizava o "desvio de poder e de finalidade e violação do dever de lealdade".
Segundo o inquérito, os pagamentos eram feitos "sem a devida comprovação da efetiva prestação dos serviços, sem a formalização de aprovação prévia de custos e escopos para os mesmos, conforme previsto em contrato entre a Usiminas e a SMPB".
De acordo com a CVM, o valor da indenização a ser paga por Soares é superior aos eventuais prejuízos levantados na acusação. A previsão é que os recursos cubram os prejuízos causados aos acionistas da siderúrgica pelos pagamentos considerados irregulares.
Pelo acordo, além de pagar a indenização, Soares se comprometeu a contratar uma empresa para realizar uma auditoria e revisar os procedimentos utilizados para contratação e pagamento dos serviços. A empresa deverá elaborar um relatório com propostas para aperfeiçoar os controles internos da Usiminas.
CPI dos Correios
A Usiminas e o publicitário Marcos Valério foram alvos de investigação na CPI dos Correios. Segundo relatório final da CPI, a Usiminas era uma das empresas que financiava o esquema que ficou conhecido como "valerioduto" e pagou, junto com a Cosipa, cerca de R$ 2,3 milhões por supostos serviços de publicidade.
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