Mesa Diretora decide hoje sobre nova perícia da PF nos documentos de Renan
da Folha Online
A Mesa Diretora do Senado se reúne nesta terça-feira, a partir das 11h, para decidir se encaminhará à Polícia Federal pedido para realização de nova perícia nos documentos do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), encaminhados ao Conselho de Ética do Senado.
Se aprovada, a nova perícia da PF permitirá comprovar a veracidade de documentos apresentados por Renan, acusado de quebra de decoro parlamentar.
Os novos relatores do processo contra o peemedebista no Conselho de Ética concluíram que era necessário aprofundar as perícias nos documentos enviados por Renan, mas o requerimento à PF, solicitando os exames, deve ser enviado pela Mesa Diretora --a reunião será comandada pelo vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC).
Pelo regimento da Casa, o vice-presidente do Senado deve comandar as reuniões da Mesa Diretora na ausência do presidente da Casa. Como Renan é investigado pelo Conselho de Ética, sobre o qual a Mesa vai deliberar, o peemedebista se ausentou da presidência da Mesa para a análise do requerimento.
Nos bastidores, aliados de Renan estariam dispostos a pedir vista ao requerimento que solicita novas investigações à PF para postergar as investigações. Se o requerimento for aprovado, a PF promete concluir a nova perícia nos documentos de Renan em 20 dias --o que coincidiria com o fim do recesso parlamentar.
Caso o requerimento não seja aprovado pela Mesa Diretora, o Senado entrará de recesso amanhã sem a autorização para que a PF inicie as investigações.
Na semana passada, a oposição prometeu fazer vigília hoje para garantir a realização da reunião da Mesa Diretora. A estratégia é pressionar para que os documentos sejam encaminhados à PF sem tropeços nem novos adiamentos.
STF
Ontem, Renan negou que pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir uma nova perícia da Polícia Federal nos documentos encaminhados em sua defesa ao Conselho de Ética do Senado.
Ao ser questionado se estaria disposto a recorrer ao Supremo, o peemedebista respondeu de forma objetiva: "Não, de forma alguma".
Renan é acusado de ter utilizado dinheiro da empresa Mendes Júnior para pagar despesas particulares, como pensão alimentícia e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.
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