CPI deve enviar deputados para acompanhar exames de caixas-pretas nos EUA
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A CPI do Apagão na Câmara deve enviar dois deputados aos Estados Unidos para acompanhar os exames das duas caixas-pretas do avião da TAM, após o acidente com o vôo 3054 da companhia, ocorrido na noite da última terça-feira (17), no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo).
Em reunião nesta sexta-feira, outra decisão que deve ser tomada é a convocação para que prestem esclarecimentos os representantes da TAM, do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e da Infraero, além dos controladores que trabalhavam no dia do acidente.
Assim como a CPI do Apagão no Senado, a da Câmara deverá prorrogar seus trabalhos. Inicialmente, a previsão era concluir os trabalhos na Câmara até o dia 15 de setembro. Por enquanto não há uma nova data. O relator da CPI na Câmara, o deputado Marco Maia (PT-RS), adiantou que o assunto será tratado na reunião desta sexta-feira.
Os requerimentos para convocação de depoimentos e envio dos parlamentares serão apresentados por Maia amanhã. Segundo ele, os integrantes da comissão vão trabalhar durante todo o recesso parlamentar --que termina no dia 31 de julho. Na opinião do petista, a presença de dois deputados durante os exames das caixas-pretas vão acelerar as investigações.
"Precisamos pressionar para que haja celeridade para identificar as informações contidas nas duas caixas-pretas. Do contrário, o trabalho pode levar de 30 a 60 dias para ser concluído", afirmou o petista.
A idéia é ouvir até o próximo mês o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna; o brigadeiro Jorge Kersul Filho, do Cenipa; o brigadeiro José Carlos Pereira, da Infraero; além dos controladores que trabalhavam no momento do acidente envolvendo o vôo 3054 da TAM.
De acordo com o relator, já há um requerimento encaminhado e aguardando votação para ouvir o presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi.
Maia passou o dia ontem em Congonhas, onde disse ter examinado fitas --que mostravam imagens do momento do acidente-- e vistoriando a pista de pouso e a área por onde passou a aeronave que se acidentou. Na opinião do petista, a primeira impressão é que não houve uso do freio (da aeronave) e do reverso (sistema que contribui para reduzir a velocidade).
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