Procuradoria denuncia acusados de matar Dorothy por trabalho escravo
da Folha Online
O Ministério Público Federal em Altamira (PA) denunciou à Justiça Federal Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, Vander Paixão Bastos de Moura e Valdivino Felipe de Andrade Filho pelos crimes de redução a condição análoga à de escravo, frustração de direito trabalhista, aliciamento de trabalhadores e falsificação e omissão de informação em documento público.
Os quatro são acusados de manter 28 trabalhadores em condição de escravidão na fazenda Rio Verde, a 60 km de Anapu (PA), e podem ser condenados a penas que variam de um a 24 anos de prisão.
Segundo o Ministério Público, os trabalhadores foram encontrados no meio da mata fechada e tinham como abrigo um barraco de palha e plástico preto, com chão de terra batida. Além disso, o acampamento não tinha sanitários, fossas, fornecimento de água potável ou materiais de primeiros socorros.
Dorothy Stang
Taradão e Bida também são acusados de envolvimento na morte da missionária Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu.
Ela foi morta com seis tiros em um assentamento de sem-terra. No local, ela participava de um movimento que reivindica reforma agrária na região.
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