Publicidade

Publicidade
Brasil
26/07/2007 - 13h56

Jobim diz que momento é de ação e governo vai priorizar segurança dos vôos

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje que o momento é de ação no enfrentamento da crise do setor aéreo. Segundo ele, a hora não é de ficar se lamentando ou remoendo expectativas sobre o que deixou de ser feito.

Alan Marques/Folha Imagem
Jobim diz que será o maestro da orquestra que vai colocar ordem no controle do sistema aéreo
Jobim diz que será o maestro da orquestra que vai colocar ordem no controle do sistema aéreo

"Aja ou saia. Faça ou vá embora", repetiu ele sobre as ações que serão implantadas pelo governo para solucionar o problema da crise aérea. Na cerimônia de transmissão de cargo, realizada um pouco antes, Jobim havia dado essa mesma declaração.

Como ontem, quando assumiu o Ministério da Defesa, Jobim fez questão de dizer que havia um problema de falta de comando no setor aéreo que será eliminado com a presença dele. "Não pode deixar haver mais comandos fora de regência. Tem que funcionar como orquestra. E o maestro sou eu. A música e composição são do presidente. Eu executo isso."

O novo ministro disse que o plano de controle da crise aérea vai priorizar a segurança dos vôos, mesmo que isso signifique a manutenção de filas nos aeroportos e atrasos e cancelamentos de vôos. "A comodidade vem depois da segurança. A liberdade tem seu preço. Se esse é o custo da segurança, vai haver [filas]".

Jobim sinalizou mais uma vez que pretende fazer mudanças na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Infraero (estatal que administra os aeroportos). Pela lei, o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, não pode ser demitido. Seu mandato vai até 2011.

"Temos de verificar se modelo de agência serve ou não. Ainda não tenho clara essa noção", disse ele sobre a eficiência do modelo de gestão da Anac.

Ele afirmou que até domingo pretende ter um diagnóstico sobre as eventuais mudanças que serão feitas na Anac e Infraero.

Reportagem de hoje da Folha informa que Jobim pretende convidar Rossano Maranhão, ex-presidente do Banco do Brasil, para comandar a Infraero. Hoje o cargo está nas mãos do brigadeiro José Carlos Pereira.

Questionado sobre o perfil do presidente da Infraero, Jobim foi enfático: "É de gestor". Ele também descarta levar em conta indicações partidárias em eventuais futuras mudanças no comando do setor aéreo. "Neste setor não há que se tomar decisões partidárias."

Em relação às companhias aéreas, Jobim disse que vai cobrar responsabilidade delas na solução da crise. "Responsabilidade, solidariedade e integração. Precisamos ter uma grande união nacional"

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca