PSOL deve entrar com nova representação contra Renan no caso Schincariol
da Folha Online, em Brasília
O PSOL deve entrar nesta quarta-feira com uma nova representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que já é investigado pelo Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar. O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), disse que o partido quer que o peemedebista responda também por suposto tráfico de influência na negociação feita pelo seu irmão envolvendo uma empresa e a Schincariol.
"Tentamos incluir essa investigação, como um aditamento, na representação que já tínhamos encaminhado ao Conselho de Ética, mas não conseguimos", disse Alencar. "Agora vamos propor uma nova representação para que o assunto seja investigado."
Há duas semanas, a Folha publicou que o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL) pode ter lucrado R$ 12,7 milhões ao vender a empresa Conny Indústria e Comércio de Sucos e Refrigerantes à Schincariol, se considerado o valor de sua participação na companhia declarado por ele à Justiça Eleitoral.
Segundo a reportagem, ao concorrer novamente em 2006 a uma vaga na Câmara, Olavo teria informado que sua parte na Conny (85%) valia R$ 2,295 milhões --a Schincariol pagou pela empresa R$ 27 milhões. O deputado teria obtido um grande lucro com o negócio.
Olavo é irmão do presidente do Senado, acusado de ter beneficiado a Schincariol junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para reverter débito de R$ 100 milhões.
O senador já está sendo investigado no conselho por quebra de decoro. Na representação encaminhada pelo PSOL, o presidente do Senado é acusado de ter utilizado dinheiro da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como pensão alimentícia e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.
Renan negou as denúncias, informando que teria utilizado recursos próprios para pagar as despesas particulares.
De acordo com o presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), o processo contra Renan deverá ser concluído até o final de agosto. O objetivo é votar o relatório sobre o caso logo em seguida.
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