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Brasil
01/08/2007 - 16h29

PSOL protocola nova representação contra Renan Calheiros

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PSOL protocolou hoje nova representação na Mesa Diretora do Senado contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). No texto, o partido pede que o Conselho de Ética do Senado investigue se o parlamentar beneficiou a empresa Schincariol junto ao INSS, além das acusações de que Renan teria grilado terras em Alagoas junto com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL).

O partido também encaminhou representação contra o irmão de Renan à Mesa Diretora da Câmara. Inicialmente, o PSOL defendeu que o Conselho de Ética anexasse as novas denúncias ao processo que o presidente do Senado já responde por suspeitas de receber dinheiro da empreiteira Mendes Júnior. O conselho negou o pedido, o que motivou o PSOL a apresentar a nova representação.

"Eu me sinto na obrigação de continuar lutando como lutariam todas as mulheres e homens que ensinam os seus filhos a não roubarem. Não podemos adivinhar o que acontecerá no Congresso. Se quiser se desmoralizar mais do que já está, aí é não fazer absolutamente nada", disse a presidente do PSOL, Heloísa Helena (AL).

O irmão de Renan é acusado de ter vendido uma fábrica de cerveja à Schincariol no município de Murici (AL), com preço acima da média do mercado. Renan, em contrapartida, teria atuado para reverter dívida de R$ 100 milhões da empresa no INSS e em débitos com a Receita Federal.

O argumento dos relatores do caso Renan no Conselho de Ética --Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE)-- é que a representação inicial do PSOL, que questiona a ligação do peemedebista com a empreiteira Mendes Júnior, não faz nenhuma menção às denúncias que ligam o senador à Schincariol.

Além das acusações envolvendo a Schincariol, os irmãos Calheiros são apontados como responsáveis de grilagem de terras e de estarem por trás de ameaças a Antonio Gomes de Vasconcelos, que denunciou os dois irmãos ao Ministério Público Federal. O técnico agrícola Genival Mendes de Melo também acusou Olavo de ter se apropriado ilegalmente de terras que lhe pertenceriam. Como Renan e Olavo têm direito a foro privilegiado, os dois casos foram remetidos no mês passado ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Ele já começou a analisar os documentos, para decidir se abre uma investigação.

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