Publicidade

Publicidade
Brasil
01/08/2007 - 17h39

Renan diz que nova representação do PSOL no Conselho de Ética é eleitoreira

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), classificou hoje como eleitoreira a decisão do PSOL de encaminhar nova representação à Mesa Diretora do Senado para investigá-lo por suspeitas de ter beneficiado a empresa Schincariol junto ao INSS. Em nota oficial, Renan disse que a representação mostra "mais uma vez o caráter eleitoral deste episódio como uma disputa da política de Alagoas".

Renan declarou-se impedido de presidir reunião da Mesa Diretora do Senado em que será definido se a nova representação será encaminhada ao Conselho de Ética. "Dei-me por impedido para tratar de assunto dessa natureza, que está entregue à competência do primeiro vice-presidente da Casa, senador Tião Viana (PT-AC)", disse Renan na nota.

A Mesa Diretora do Senado ainda não definiu quando vai se reunir para decidir sobre os rumos da nova representação do PSOL.

Mais cedo, o presidente do Senado evitou comentar a representação. Renan disse apenas que vai conseguir provar sua inocência no processo a que já responde no Conselho de Ética --sob a acusação de que teria utilizado recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

"A expectativa é que chegará a oportunidade em que eu vou me defender com provas, documentos e não só com discursos. Vou provar o contrário das maledicências que disseram contra mim", afirmou.

Renan disse estar disposto a comparecer ao Conselho de Ética para prestar depoimento em relação às denúncias da Mendes Júnior. "Quero não só depor no conselho, mas onde mais for necessário. Quero que a verdade venha a tona."

Grilagem

Além de pedir ao Conselho de Ética investigações sobre a ligação de Renan com a Schincariol, a representação do PSOL cobra também apurações sobre denúncias de que o presidente do Senado teria grilado terras em Alagoas junto com seu irmão, Olavo Calheiros (PMDB-AL).

Renan negou o envolvimento com grilagem de terras no Estado. "Não há essa acusação contra mim, eu não respondo a nenhum processo", disse.

O irmão de Renan é acusado de ter vendido uma fábrica de cerveja à Schincariol no município de Murici (AL), com preço acima da média do mercado. Renan, em contrapartida, teria atuado para reverter dívida de R$ 100 milhões da empresa no INSS e em débitos com a Receita Federal.

Os irmãos Calheiros ainda são apontados como responsáveis pela grilagem de terras e de estarem por trás de ameaças a Antonio Gomes de Vasconcelos, que denunciou os dois irmãos ao Ministério Público Federal, em Alagoas. O técnico agrícola Genival Mendes de Melo também acusou Olavo de ter se apropriado ilegalmente de terras que lhe pertenceriam.

Como Renan e Olavo têm direito a foro privilegiado, os dois casos foram remetidos no mês passado ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Ele já começou a analisar os documentos, para decidir se abre uma investigação.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca