Renan diz que procurador abriu investigação a seu pedido
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), amenizou nesta segunda-feira a decisão do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, de pedir que o STF (Supremo Tribunal Federal) instaure inquérito para investigar as denúncias contra ele. Segundo Renan, o procurador apenas agiu a seu pedido.
"Há mais de 15 dias eu pedi ao procurador que me investigasse. Vocês não noticiaram porque não quiseram, mas eu mandei carta ao procurador pedindo a investigação para que eu mostrasse a minha verdade", disse Renan.
O pedido do procurador diz respeito a todas as denúncias contra Renan. Com a autorização do Supremo, o senador, que tem foro privilegiado, será investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. A Procuradoria deve receber do Conselho de Ética do Senado os documentos apresentados pelo peemedebista.
O conselho investiga apenas as denúncias relacionadas à empreiteira Mendes Júnior. O PSOL já encaminhou nova representação à Mesa Diretora do Senado com o pedido de investigação sobre a ligação de Renan com a Schincariol, além de denúncias de que o senador teria grilado terras em Alagoas.
Crítica
Renan também criticou a revista "Veja", que divulgou esta semana nova denúncia de que o senador teria utilizado "laranjas" para comprar empresas de comunicação em Alagoas. Ao invés de se defender das acusações, Renan disse que a revista está usando seu nome como "cortina de fumaça".
Na opinião do presidente do Senado, as denúncias são "coisas menores" que não merecem a atenção da sociedade brasileira.
Além de ser acusado pela "Veja" de ter usado "laranjas" para a compra de empresas de comunicação em Alagoas, Renan foi acusado pela revista de utilizar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso --com quem tem uma filha fora do casamento.
A "Veja" também publicou matéria com a acusação de que Renan teria beneficiado a Schincariol para reverter dívidas da cervejaria junto ao INSS, depois que seu irmão, Olavo Calheiros (PMDB-AL), vendeu uma fábrica à empresa por preço acima do mercado.
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