Servidor dos Correios preso confirma casos de propina
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Em depoimento ao Ministério Público e à Polícia Federal, o servidor dos Correios Luiz Carlos de Oliveira Garritano, preso na quinta-feira, confirmou a prática de pagamentos de propina de empresários a funcionários em troca de informações privilegiadas de licitações.
Com os dados, empresários, entre os quais Arthur Wascheck Neto, um dos cinco presos na Operação Selo, tinham vantagem nas disputas ou poderiam combinar quem seria o vencedor.
Ontem foi indeferido pela Justiça o pedido da PF e do Ministério Público de renovação da prisão temporária para os empresários Wascheck e Marco Antonio Bulhões e para o servidor Sérgio Dias. Eles poderiam ser soltos ontem. Foi pedida a liberação de Garritano e de Antonio Félix Teixeira.
O advogado de Wascheck protocolou na Justiça pedido para evitar a prorrogação de sua prisão. Disse que ele sempre atuou dentro da lei.
Segundo os investigadores, o material apreendido tem confirmado os indícios de fraude a licitações que já haviam surgido.
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