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Brasil
07/08/2007 - 09h27

Mesa Diretora do Senado decide hoje sobre nova representação contra Renan

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da Folha Online, em Brasília

A Mesa Diretora do Senado se reúne nesta terça-feira para decidir sobre nova representação do PSOL contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O PSOL quer que o Conselho de Ética do Senado investigue a denúncia de que Renan teria atuado para beneficiar a Schincariol junto ao INSS depois que a empresa comprou uma fábrica do irmão do senador, Olavo Calheiros (PMDB-AL), por preço acima da média do mercado.

O senador já responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética após representação apresentada pelo PSOL relativa às denúncias de que Renan teria utilizado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso --com quem tem uma filha fora do casamento.

Aditamento

O PSOL vai pedir hoje ao presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), para incluir nas investigações sobre Renan a nova denúncia de que ele teria utilizado "laranjas" para a compra de empresas de comunicação em Alagoas. O partido vai propor um "aditamento" ao processo que já tramita no conselho para incluir as novas acusações.

"Nosso primeiro movimento é solicitar o aditamento ao processo que já está em curso. Como tem uma investigação sobre a movimentação financeira do senador, isso cabe no primeiro processo. É uma economia processual mais rápida", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

O deputado se reuniu na tarde de ontem com a presidente do partido, Heloísa Helena, para discutir as investigações sobre Renan. Alencar disse que, se o Conselho de Ética não acatar o aditamento ao processo, o PSOL está disposto a ingressar com nova representação na Mesa Diretora do Senado para que a nova denúncia seja investigada.

"Não teremos o menor problema de ingressar com uma nova representação caso o pedido de aditamento não seja aceito pelo conselho. Se isso acontecer, vamos para uma nova representação", disse.

Inquérito

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) abertura de inquérito para investigar o presidente do Senado. O pedido do procurador diz respeito a todas as denúncias contra Renan.

Com a autorização do Supremo, o senador, que tem foro privilegiado, será investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. A Procuradoria deve receber do Conselho de Ética do Senado os documentos apresentados pelo peemedebista. A decisão do Supremo deve sair hoje.

DEM

O DEM vai reunir hoje a sua bancada no Senado para definir se solicitará também o aditamento ao processo ou se vai encaminhar uma nova representação contra Renan à Mesa Diretora. O partido quer investigar a denúncia revelada pela revista "Veja" de que Renan seria sócio oculto de uma empresa de comunicação em Alagoas.

O senador teria usado laranjas e pago R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo, parte em dólares, para virar sócio de duas emissoras de rádio no Estado, que valem cerca de R$ 2,5 milhões.

Ainda de acordo com a reportagem, o peemedebista, até dois anos atrás, também foi sócio de um jornal diário cujo valor é de R$ 3 milhões. Em 1999, Renan teria procurado o usineiro João Lyra para conseguir os recursos necessários para a compra --com intermediários "laranjas" na negociação.

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