Manifestantes protestam em defesa da investigação dos casos Renan e Argello
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Cerca de 50 manifestantes fizeram nesta quarta-feira um protesto no Salão Verde da Câmara em defesa das investigações das denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador Gim Argello (PTB-DF).
Com camisetas pretas da CUT (Central Única dos Trabalhadores), homens e mulheres gritaram palavras de ordem e pedidos para que Renan e Argello fossem investigados.
"Vamos exigir que os fatos sejam apurados. Nós não podemos aceitar que nenhum parlamentar que represente o povo seja acusado de alguma coisa", disse Cícero Rola, da CUT-DF e líder do protesto. Depois, ao se referir a Argello, Rola desabafou: "Se o senador cometeu algum crime que seja penalizado por isso. É fácil ter foro privilegiado".
Os manifestantes gritaram "Fora Gim" e "Fora Renan" e, em seguida, fizeram um círculo no centro do salão verde. Deitados no chão, mantiveram palavras de ordem, entre elas "Apuração, já".
Argello é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal por suposto envolvimento em irregularidades descobertas na Operação Aquarela. Ele também é acusado de desvios da ordem de R$ 1,7 milhão na Câmara Legislativa do Distrito Federal, além de responder a denúncias de grilagem de terras e recebimento de propina.
No entanto, para o advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, não há elementos que permitam a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o petebista.
Já Renan é acusado de quebra de decoro por supostamente ter utilizado recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas pessoais. Porém, partidos de oposição querem que ele seja investigado também por ter supostamente beneficiado uma cervejaria e ainda por ter utilizado "laranjas" para comprar rádios em Alagoas.
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