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Brasil
15/08/2007 - 21h11

Tuma diz que conseguiu assinaturas para instalar CPI da Petrobras

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Sem alarde, o senador Romeu Tuma (DEM-SP) disse hoje que conseguiu reunir 29 assinaturas para requerimento que pede a instalação de mais uma CPI no Senado Federal. Desta vez, para investigar supostas irregularidades na Petrobras reveladas pela operação Águas Profundas, da Polícia Federal. Na operação, a PF desmantelou uma quadrilha acusada de fraudar licitações para a manutenção de plataformas da estatal.

O senador mantém sob sigilo os nomes dos parlamentares que assinaram o requerimento de instalação da CPI. Tuma não adiantou, também, quando pretende protocolar o pedido na Mesa Diretora do Senado --uma vez que possui duas assinaturas a mais que o mínimo necessário para a instalação de CPI na Casa Legislativa.

A instalação da CPI, no entanto, divide os parlamentares da oposição. O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse ser favorável à investigação das irregularidades na Petrobras pela CPI das ONGs, que será instalada na próxima quarta-feira no Senado.

"Eu acho que a CPI das ONGs pode investigar essas denúncias até mesmo por uma questão da condição física dos partidos. Não é que eu seja contra a investigação do tema, mas falo em nome da praticidade", afirmou.

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), fez duras críticas à instalação da CPI para investigar a Petrobras. Na opinião da senadora, a investigação sobre a estatal brasileira pode trazer prejuízos ao Brasil no mercado financeiro internacional em meio à crise que atinge diversos países.

"Imagina instalar uma CPI contra a Petrobras num momento como esse? Eu considero uma temeridade que beira a irresponsabilidade. Nós fomos surpreendidos com isso", argumentou.

Tuma afirma que, além de investigar as supostas fraudes descobertas pela PF na Petrobras, a CPI vai apurar irregularidades em contratos firmados pela estatal para a construção das plataformas P-52 e P-54. A oposição estima que a estatal teve prejuízos superiores a R$ 300 milhões provocados pelas supostas fraudes.

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