Justiça autoriza ex-deputado envolvido com sanguessugas a sair da prisão
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha
O ex-deputado federal Lino Rossi (PP-MT), acusado de receber R$ 3 milhões da máfia dos sanguessugas, foi libertado ontem, depois de prestar depoimento na Justiça Federal em Cuiabá (MT).
Ele havia sido preso preventivamente pela Polícia Federal na última segunda-feira. Segundo o pedido do juiz federal Jeferson Schneider, já fazia um mês que Rossi não era localizado para ser interrogado no processo em que é acusado de participação no esquema desbaratado em maio de 2006.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e fraude em licitação.
Na quarta-feira, Schneider aceitou o pedido de revogação da prisão, feita pelos advogados de Rossi, pois o objeto da retenção --o interrogatório-- já havia sido cumprido.
O conteúdo de seu depoimento não foi liberado pela Justiça. A reportagem ligou hoje para o telefone celular do ex-deputado, mas não conseguiu localizá-lo.
No escritório de advocacia que defende Rossi, a reportagem foi informada de que ele está em sua casa, em Cuiabá, e que deverá comparecer às outras audiências do processo.
O mandato de Rossi não chegou a ser cassado. O recesso parlamentar impediu que a recomendação de cassação feita pelo Conselho de Ética do Senado fosse cumprida. Ele acabou não tentando a reeleição no ano passado.
Investigações da PF indicaram que a máfia dos sanguessugas, que tinha a família Vedoin e sua empresa Planam como epicentros, pagava propina a parlamentares em troca de emendas ao Orçamento para compra de ambulâncias.
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