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17/08/2007 - 15h40

OAB-SP diz que "Cansei" reuniu 5.000 na praça da Sé; PM estima em 2.000

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LETÍCIA CASADO
da Folha Online

O Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, o "Cansei", reuniu nesta sexta-feira cerca de 5.000 pessoas na praça da Sé, em São Paulo, segundo estimativa da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo. A entidade lidera o movimento. A Polícia Militar, no entanto, estima que até 2.000 pessoas participaram do evento.

Com a presença de artistas e faixas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o movimento realizou um ato em homenagem às vítimas do acidente da TAM, denominado "Ato Cívico e Culto Ecumênico Inter-Religioso".

Entres os participantes do evento, que ocorreu um mês após o acidente com o Airbus-A320, estiveram os cantores Ivete Sangalo e Agnaldo Rayol, além do ator Paulo Vilhena, da apresentadora Hebe Camargo e do nadador Fernando Scherer. Agnaldo cantou o Hino Nacional, enquanto as pessoas, da escadaria da igreja, gritavam "Fora Lula".

Segundo o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, outros Estados também realizaram manifestações no dia de hoje.

O "Cansei" tem sofrido muitas críticas. O movimento foi classificado como "elitista" e "golpista" pela Executiva Nacional do PT, e criticado por parte da sociedade civil. O presidente da Phillips, Paulo Zottolo, que apoiou o projeto desde o início, se envolveu anteontem em uma saia justa pública com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Em entrevista ao jornal "Valor", ele fez declarações consideradas ofensivas ao Piauí.

Segurança

Programado para acontecer dentro da Catedral da Sé, o evento teve de ser transferido para a praça em frente à igreja porque os organizadores do evento não obtiveram a autorização para o uso do templo. Ontem, o arcebispo d. Odilo Scherer disse que não havia autorizado o uso do templo nem tinha sido consultado sobre a possibilidade da realização do ato.

"Ele não veta o movimento e não há censura. Pedimos ao padre que administra a catedral e ele havia autorizado. Ia ser mais adequado fazer dentro da catedral. Não sendo possível, fizemos do lado de fora. Embora a catedral seja muito grande, ainda haveria espaço para tanta gente", disse D'Urso.

Imprevistos

Um grupo de 50 familiares das vítimas do acidente da TAM foi barrado por seguranças quando tentava subir no palco no início do evento. Só ao final do ato eles receberam permissão para ocupar o palco.

Segundo o presidente da OAB-SP, representantes dos familiares das vítimas já ocupavam o palco e o imprevisto só ocorreu por questão de organização, já que o palco estava lotado.

Já a cantora baiana Ivete Sangalo, cercada pela multidão, teve dificuldades para sair da praça da Sé. Uma fã conseguiu passar o corredor de seguranças e foi derrubada por um deles. Ivete ajudou a garota a levantar.

Proposta

D'Urso afirmou hoje que ainda não há data para o encaminhamento da proposta de projeto de lei a comissões da Câmara e do Senado que estão investigando o caos aéreo.

A entidade pedirá o aumento da indenização obrigatória a ser paga pelas companhias aéreas em caso de acidentes aéreos.

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