Brasil
22/08/2007 - 08h17

Grupo Claudino determina boicote à Philips no Piauí

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da Agência Folha

A direção do Grupo Claudino determinou que sua rede varejista deixe de comercializar no Piauí produtos da marca Philips em razão dos comentários do presidente da empresa de eletrônicos no Brasil, Paulo Zottolo, que disse na semana passada que "se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado".

Segundo o gerente de marketing do Armazém Paraíba, Paulo Rubens Fontenele, cerca de 50 pontos de venda no Piauí deixaram de comercializar os produtos da Philips. O Armazém Paraíba é uma das empresas que fazem parte do Grupo Claudino, que tem sede em Teresina.

O gerente de marketing disse ainda que a direção do grupo estuda ampliar o boicote para lojas no Maranhão, em Pernambuco, no Ceará e na Bahia, onde o conglomerado tem empresas também.

A Philips foi procurada na noite de ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, mas não foi encontrada.

Na quinta-feira, o jornal "Valor Econômico" publicou entrevista de Zottolo --uma das lideranças do movimento "Cansei"-- que causou repúdio de autoridades piauienses.

O presidente da Philips declarou que "não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado".

Depois da publicação, Zottolo pediu desculpas pela declaração, que classificou de infeliz. Alguns jornais de Teresina veicularam pedido de desculpas feito por Zottolo à população piauiense.

Na semana passada, manifestantes quebraram uma TV e um aparelho receptor de sinal de TV fabricados pela Philips em praça pública em protesto contra as declarações de Zottolo.

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