Brasil
29/08/2007 - 17h31

PF prende filho de Turcão e mais 11 por máfia dos caça-níqueis

DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio

A Polícia Federal no Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira, durante a operação Hurricane 4 (furacão), o tesoureiro da máfia dos caça-níqueis, Marcelo Kalil Petrus, filho do contraventor Antonio Petrus Kalil (Turcão).

A PF cumpriu hoje 12 dos 15 mandados de prisão preventiva decorrentes da análise do material apreendido na operação Hurricane 1. Os mandados de prisão foram expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal. Desde então, todos eles tiveram os bens seqüestrados pela Justiça.

Segundo a Polícia Federal, na análise do material apreendido na operação Hurricane 1, foi constatado indício de crime de lavagem de dinheiro.

Foram presos hoje, além de Marcelo Kalil Petrus, Aniz Abrahão David (Anísio), Antonio Petrus Kalil (Turcão), Aílton Guimarães Jorge (Capitão Guimarães), José Renato Granado Ferreira, Júlio César Guimarães Sobreira, Nagib Teixeira Suaid, João Oliveira de Farias, Luciano Andrade do Nascimento, Belmiro Martins Ferreira, Marco Antonio Bretas e Marcos Antonio Machado Romeiro.

O tesoureiro do esquema foi preso em Icaraí (Niterói). A Justiça já havia expedido mandado de prisão contra Marcelo Kalil Petrus em outra fase da Hurricane, mas ele ficou foragido até conseguir um habeas corpus.

Segundo o superintendente da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, o fato de os envolvidos no esquema serem presos e depois soltos durante as várias fases da Hurricane pode trazer dificuldades adicionais. "Nós não prendemos e soltamos, nós só cumprimos determinações judiciais."

Operação

A primeira etapa da Operação Hurricane, deflagrada em 13 de abril, prendeu 25 pessoas, entre magistrados, bicheiros, policiais, empresários, advogados e organizadores do Carnaval do Rio.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Hurricane no dia 19 de junho. Desta vez, o foco eram policiais acusados de receberem propina para facilitar a ação da máfia dos bingos e dos caça-níqueis.

No dia 3 de julho, a PF deflagrou a terceira fase da Operação Hurricane, atingindo policiais acusados de receber propina da máfia dos jogos.

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