Brasil
30/08/2007 - 19h38

Lula afirma que seu governo só pode ser comparado ao de Getúlio Vargas

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Em reunião feita para unificar o discurso do governo em temas considerados essenciais pelo Palácio do Planalto, como os programas sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para afirmar que as realizações do atual governo só podem ser comparadas com as feitas por Getúlio Vargas --que presidiu o Brasil por dois períodos: de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954.

"Estou convencido de que as realizações sociais e econômicas e de projeto de país só terão comparação com o governo do presidente Getúlio Vargas", disse o presidente aos ministros que participaram da reunião ministerial de hoje.

Todos os ministros participaram da reunião de hoje, com exceção do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que está em viagem oficial aos EUA.

Para o presidente Lula, é importante fazer um trabalho de divulgação da "agenda social" que o governo irá desenvolver no segundo mandato e que ela deve se tornar o "livro de cabeceira" de ministros e parlamentares.

A reunião foi dividida em dois blocos, um econômico e outro social. No primeiro, o ministro Guido Mantega (Fazenda) relatou que o Brasil possui hoje baixa vulnerabilidade externa e que tem condições para enfrentar turbulências internacionais.

Já a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) fez um balanço parcial sobre a execução do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) --o balanço oficial deverá ser feito no dia 20 de setembro.

Na segunda etapa da reunião, Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), apresentou a "agenda social". No encontro, ficou decidido que esses programas contariam com uma expansão orçamentária, mas não houve acordo sobre o valor.

Essa agenda está dividida em quatro eixos: redução da desigualdade (aumento dos benefícios do Bolsa Família), juventude (integração de projetos existentes nos diversos ministérios), direitos de cidadania (assistência a mulheres, quilombolas, povos indígenas e documentação civil básica) e cultura.

Os programas que serão atingidos não foram detalhados, com exceção do Bolsa Família, que passará atender também os jovens entre 15 e 17 anos, o que significará um acréscimo de 1,750 milhão de jovens no programa.

Ananias afirmou apenas que esses programas serão focados na qualificação profissional e na emancipação das famílias por meio de medidas "sócio-assistenciais". Ele também informou que o "PAC da Juventude" será anunciado no dia 5 de setembro.

Parte da agenda social, mas fora dos quatro eixos, as áreas rurais mais pobres devem receber atenção especial. O Ministério do Desenvolvimento Agrário elegeu 60 territórios mais pobres como "territórios da cidadania".

Eles passarão por um processo de fomento da atividade produtiva com crédito, regulamentação da situação fundiária e assistência técnica que possa possibilitar a produção de culturas voltadas para o biodiesel.

 

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