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Brasil
31/08/2007 - 09h39

Com pizza, homenagem a João Paulo vira ato contra STF e mídia

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da Folha de S.Paulo

Jantar realizado ontem em homenagem ao deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) virou um ato de apoio aos petistas que são réus na ação sobre o mensalão no STF.

"Eu sei de companheiros que não vieram por medo", disse João Paulo. José Dirceu e José Genoino não estiveram no encontro, que reuniu cerca de 150 pessoas. "Se a gente ficar parado, eles [a elite e imprensa] vão pisar na nossa cabeça", disse o deputado, que foi absolvido no processo de cassação na Câmara em 2006.

Todos os discursos atacaram a "mídia" e os jornalistas no evento foram vaiados. O encontro foi realizado em uma churrascaria na Saúde, zona sul de São Paulo, mas o cardápio contou com pizza e salgadinhos. O dirigente petista Sérgio Ribeiro justificou: "[A pizza] é emblemática para nós porque estamos sendo assados".

O ato também homenageou a ex-deputada Angela Guadagnin, que se notabilizou pela "dança da pizza", quando comemorou a absolvição do deputado João Magno. Durante o jantar, deputados petistas criticaram a decisão do STF da acatar a denúncia sobre o mensalão.

"Eles não são culpados. São réus. O Supremo ficou menor nesse processo", disse Jilmar Tatto, para quem "paira uma dúvida se a decisão foi técnica ou política". Já o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), afirmou que "seus companheiros estão sendo massacrados". O deputado Devanir Ribeiro disse que "o julgamento foi tão confuso que hoje tem ministro do STF querendo processar outro ministro".

João Paulo afirmou: "Se um ministro do Supremo diz isso [referindo-se a Lewandowski], como eu vou me defender?".

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