Berzoini diz que PT deve discutir sucessão presidencial com partidos da base
THIAGO FARIA
Colaboração para a Folha Online
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou neste sábado, durante o 3º Congresso do PT, em São Paulo, que o partido tem vocação para ter candidato próprio nas eleições presidenciais de 2010, mas que não deve ser "arrogante nem presunçoso" com os outros partidos.
Para Berzoini, o PT deve discutir o tema com a base aliada do governo para decidir um nome no momento certo e a "hora não é agora".
O petista defendeu que o debate sobre a sucessão presidencial é produtivo, mas advertiu que a decisão não pode ser antecipada durante o congresso do PT, que acaba neste domingo.
O ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) também avaliou que este não é o momento de escolher o nome para as eleições presidenciais, o que deve ser feito somente em 2009. A proposta no congresso do PT, segundo ele, é a "atualização dos projetos políticos do partido e a reafirmação do socialismo democrático".
Na opinião de Berzoini, "a mensagem principal que a gente quer passar aqui [congresso] é mostrar que o PT tem totais condições éticas, morais, administrativas e políticas para continuar liderando o processo de mudança no Brasil".
Segundo o presidente do PT, o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura deste segundo dia de congresso representa o "sentimento médio do partido". Em seu pronunciamento, Lula afirmou efusivamente que "ninguém, nesse país, tem mais autoridade moral, ética e política que o nosso partido", sendo aplaudido pelos militantes petistas.
Quanto aos representantes do PT envolvidos no mensalão, Berzoini reiterou que "não pode haver, num estado de direito, julgamento sumário ou linchamento público" e negou qualquer forma de "desagravo" por parte do partido contra os acusados.
Na última terça-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os 40 envolvidos com o escândalo do mensalão. A Corte aceitou a denúncia contra todos os acusados, entre eles os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes) e os deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP).
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