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Brasil
02/09/2007 - 08h53

Após defender plebiscito da Vale, congresso do PT termina hoje

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da Folha Online

O 3º Congresso Nacional do PT termina neste domingo após três dias de debate em São Paulo. Neste sábado, o partido decidiu apoiar a realização de um plebiscito sobre a anulação ou não da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, que ocorreu em 1997.

A medida foi aprovada pela maioria dos delegados e dirigentes presentes ao encontro. O plebiscito popular foi organizado por entidades como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Conlutas, a UNE (União Nacional dos Estudantes), entre outros.

A aprovação foi comemorada pelos delegados. O partido defende que a privatização foi fraudulenta porque, segundo eles, a companhia foi vendida por R$ 3 bilhões e atualmente valeria R$ 50 bilhões.

O PT decidiu ainda que vai pedir à Procuradoria-Geral da República que agilize o processo de investigação do que os petistas chamam de "mensalão" mineiro. O partido quer apuração das denúncias de caixa dois na eleição de 1998 para o governo de Minas Gerais, disputada por Eduardo Azeredo (PSDB).

No congresso, os participantes também decidiram defender a reforma política no país e a criação de uma Constituinte exclusiva para tratar do tema, idéia polêmica já defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno da eleição de 2006.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que "depois de muitos anos militando, nós temos certeza de que o sistema político atual está falido". Ele argumentou que o atual regime permite "campanhas multimilionárias financiadas pelo setor privado que depois cobra favores dos eleitos".

Ética

Ontem, o presidente Lula afirmou, em discurso no 3º Congresso do PT, que o partido é o mais ético de todos os partidos e que a legenda deve aprofundar o debate sobre uma candidatura própria em 2010. "Ninguém tem mais ética e moral do que o PT", declarou com dedo em riste, sendo aplaudido pelos militantes.

Pouco antes, o presidente falou que houve "erros", e também relembrou que previu sua vitória nas urnas na eleição do ano passado. "É verdade que podemos ter cometido erros e os erros cometidos estão sendo apurados como precisam ser apurados, mas ninguém nesse país tem mais autoridade moral, ética e política que o nosso partido."

Na última terça-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os 40 envolvidos com o escândalo do mensalão. A Corte aceitou denúncia contra todos os acusados. Entre os réus no processo estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério e os deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP).

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