Deputados ouvem ministros sobre proposta de prorrogar CPMF
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O relator na Câmara do projeto que prorroga até 2011 a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), deputado Antonio Palocci (PT-SP), afirmou nesta terça-feira que quer analisar as emendas à proposta na próxima semana. Em seguida, ele elabora o relatório para colocá-lo em votação. Hoje, a comissão especial da Câmara que analisa o assunto ouve os ministros Guido Mantega (Fazenda), José Gomes Temporão (Saúde) e Luiz Marinho (Previdência Social).
Segundo Palocci, a estabilidade econômica do país está associada também à manutenção da cobrança da CPMF até 2011 --como quer o governo federal. Na opinião dele, é natural que "haja uma demanda da sociedade" apelando para o fim da CPMF.
No entanto, os partidos de oposição reagem aos argumentos do governo. Sem consenso interno, o PSDB fará uma reunião ainda nesta terça-feira em busca da definição de uma posição comum a todos os deputados e senadores. Porém, há poucas perspectivas de consenso. É que para alguns governadores do partido é fundamental manter a cobrança até 2011, já os parlamentares são contrários à medida.
"A minha posição é pessoal. Considero desnecessário manter a cobrança. Mas não há uma posição fechada da bancada do PSDB sobre o assunto", afirmou o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Durante e votação da admissibilidade --verificação da constitucionalidade-- da proposta de prorrogação da CPMF, o PSDB ajudou os governistas na aprovação da medida.
Para o líder do movimento "Xô CPMF", Paulo Bornhausen (DEM-SC), não há razões para a manutenção da cobrança do imposto. "É perpetuar o pior imposto do mundo. É o freio de mão da economia", disse.
Integrantes da oposição foram os primeiros a chegar à comissão especial, na qual os ministros prestam depoimento. Na primeira fileira de cadeiras estão sentados os deputados Paulo Bornhausen, Ronaldo Caiado (GO) e Alceni Guerra (PR), todos do DEM.
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