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Brasil
05/09/2007 - 17h08

Chinaglia diz que caso Renan não contamina Câmara

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quarta-feira que a Casa não está contaminada pela decisão do Conselho de Ética do Senado em dar prosseguimento ao processo que pode levar à cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele evitou comentar sobre o assunto, afirmando que a avaliação sobre o mérito deve ser feita pelos senadores.

"Temos de respeitar todas as decisões que vem do Senado. Agora vai para o plenário, não cabe qualquer avaliação de mérito, isso cabe aos senadores", afirmou Chinaglia, após cerimônia de posse do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Alberto Menezes Direito. "Mas eu acho que isso [a decisão] não contamina a Câmara."

Em votação realizada nesta quarta-feira, o Conselho de Ética do Senado aprovou por 11 votos favoráveis a quatro contrários o relatório dos senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) propondo a cassação de Renan por quebra de decoro parlamentar. O peemedebista é acusado de ter utilizado dinheiro da empreiteira Mendes Junior para pagar despesas pessoais.

O assunto ainda vai ser avaliado hoje na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Se for aprovado, o processo recomendando a perda de mandato segue para o plenário do Senado. O que deve ocorrer na próxima semana.

Cabral

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), aliado de Renan, evitou comentar o episódio. Segundo ele, a avaliação sobre o assunto é técnica, portanto, cabe aos senadores a análise. De acordo com ele, tem uma "lógica muito mais problemática" para resolver, que são as questões relativas ao seu Estado.

"Deixo para o Senado resolver essa questão como tem acontecido, agora vai para o plenário e cabe aos senadores analisarem esse tema. Seria muita pretensão minha entrar em um tema que os senadores estão acompanhando mais do que eu, que estou cuidando de uma lógica muito mais problemática que é o Estado do Rio", afirmou o governador, que também esteve presente na cerimônia de posse de Direito, no STF.

Em seguida, Cabral ainda referindo-se a Renan afirmou que: "neste momento, a avaliação não é política, é mais técnica. O quadro político é para analisar depois".

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