Brasil
11/09/2007 - 09h36

Um dia antes da votação, partidos discutem futuro de Renan

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da Folha Online

Um dia antes da votação que vai definir o futuro político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), partidos se reúnem para discutir a questão. Renan é acusado de usar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), reúne hoje a bancada do partido no Senado para recomendar que os senadores votem a favor da cassação do mandato de Renan. O PT também deve discutir com seus senadores como o partido irá votar amanhã. Apesar das orientações dos partidos, a expectativa, no entanto, é que haja traições na votação, já que ela é secreta.

O plenário do Senado analisa nesta quarta-feira o parecer que recomenda a cassação do presidente da Casa. Na semana passada, o Conselho de Ética do Senado aprovou o relatório dos senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) que pede a cassação do mandato de Renan por quebra de decoro parlamentar.

No relatório, Serrano e Casagrande apontaram oito razões para o peemedebista perder o mandato. Entre elas, o fato de o senador ter usado lobista da empreiteira para intermediar o pagamento de pensão alimentícia à jornalista e, também, não conseguir comprovar que tinha recursos suficientes para pagar o benefício.

O Senado deve decidir não apenas em votação secreta, mas também em sessão reservada o destino político de Renan. Ontem, no entanto, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) protocolou na Mesa Diretora do Senado projeto de resolução que pede abertura das sessões do plenário da Casa nas votações de perda de mandato. O petista também apresentou requerimento de urgência para que o texto seja colocado em votação no plenário do Senado ainda hoje.

Delcídio quer aprovar o projeto em tempo recorde para permitir que a sessão que vai votar a cassação de Renan seja aberta. O projeto prevê apenas que a sessão seja aberta, uma vez que a Constituição Federal determina que a votação seja sigilosa em casos de perda de mandato.

A sessão que definirá o futuro do presidente do Senado deve ser presidida pelo primeiro vice-presidente da Casa, Tião Viana (PT-AC), uma vez que Renan é alvo do projeto que determina a perda do seu mandato.

Substituto

Em meio à discussão sobre o futuro político de Renan, senadores da oposição já começaram a discutir nos bastidores a sucessão do presidente do Senado caso o peemedebista perca o mandato amanhã.

Virgílio adiantou que o PSDB não vai apoiar a candidatura do senador José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado se Renan for cassado. "O PSDB não sabe o que quer, mas tem obrigação de saber o que não quer. Não dá para elegermos a omissão. Sarney foi o único brasileiro que não se manifestou sobre o caso Renan."

Os tucanos são contrários ao nome de Sarney porque o senador é um dos principais interlocutores do PMDB junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A oposição apóia nos bastidores o nome do senador Jarbas Vasconcellos (PE), da ala independente do PMDB, que já se manifestou em diversas ocasiões contrário ao governo Lula.

Virgílio disse que o PSDB não descarta lançar candidato próprio à presidência do Senado, na eventual cassação de Renan, se não houver acordo com o PMDB na escolha do sucessor de Renan. "Ele acha que utilizou de esperteza política em não se pronunciar. Se percebermos que a velha oligarquia voltará à tona, poderemos lançar uma candidatura de protesto", disse.

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), acusou integrantes da oposição de defenderem a cassação de Renan por estarem vislumbrando a eventual presidência do Senado. "É lamentável ver pessoas que poderão decidir seu voto não pelo que está nos autos ou nas provas do processo, mas decidir em benefício próprio porque, dependendo do resultado, poderia ou não ter perspectiva de sentar na cadeira de presidente."

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) também vem acusando a oposição de querer dar o "golpe" para tomar a presidência do Senado. O senador avalia que o DEM e o PSDB vão trabalhar para eleger um nome dos partidos ao lugar de Renan caso o peemedebista perca o mandato.

Eleição

Renan foi reeleito este ano à presidência do Senado com votos de 51 dos 81 senadores contra o senador José Agripino Maia (DEM-RN), que saiu derrotado da disputa. Pela tradição do Senado, o partido com o maior número de parlamentares na Casa indica o candidato à presidência.

A disputa entre o DEM e o PMDB ocorreu porque, logo após as eleições, os democratas tinham o maior número de parlamentares eleitos para o Senado. No dia da escolha do presidente da Casa, no entanto, o PMDB já reunia a maior bancada em conseqüência da troca de partidos registrada na Casa.

Atualmente, o PMDB tem a maior bancada no Senado, com 19 senadores, seguido pelo DEM, com 17 parlamentares, e o PSDB, com 13 senadores. O PT é a quarta bancada do Senado, com 12 parlamentares no total.

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Comentários dos leitores
Wilson Carvalho (23) 19/10/2009 16h30
Wilson Carvalho (23) 19/10/2009 16h30
Nós aqui do POVÃO tambe´m temos nossos cinco candidatos a presiência..
1) O Coveiro do Cemitério Araça (adora enterrar o povão na lama)
2) O mendigo que mora debaixo da ponte (tá cheio de atanto "papelão")
3) Meu cachorro Rex (Late mas não morde)
4) Minha sogra (vai com Deus...não aceito devoluções)
5) O Papagaio Louro de meu vizinho (fala...fala mas nem sabe o que tá falando)
Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
sem opinião
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Wilson Carvalho (23) 16/08/2009 16h53
Wilson Carvalho (23) 16/08/2009 16h53
Vote nulo...ou melhor...nem compareça as urnas....
Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
2 opiniões
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Egberto Almeida (5) 12/08/2009 11h13
Egberto Almeida (5) 12/08/2009 11h13
VOTE CONSCIENTE! VOTE NULO, OU SERÁ QUE CONSEGUIMOS RENOVAR ALGUMA COISA EM BRASILIA PARA 2010? 1 opinião
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