Parlamentares entram e saem do plenário e quebram sigilo de sessão secreta
RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Os parlamentares estão "driblando" as medidas de segurança da sessão secreta que analisa o projeto que pede a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e revelando detalhes da reunião. Em tese, nada do que acontece dentro da reunião deveria ser conhecido do lado de fora do plenário do Senado.
O "vazamento" começa pelo grupo de 13 deputados que conseguiu no STF (Supremo Tribunal Federal) o direito de acompanhar a sessão. O regimento interno do Senado define punições para os senadores que vazam informações da sessão secreta --como censura e até suspensão de mandato. Mas essas regras não se aplicam aos deputados.
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O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) acusou a defesa de Renan de ter sido "burra" em suas argumentações em favor do peemedebista.
Ofendido, Renan pediu a palavra para cobrar explicações sobre as acusações de Demóstenes --que pediu desculpas a Renan, mas disse que apenas usou um termo popular para comentar a sua defesa.
Na tentativa de desfazer o mal estar, Demóstenes substituiu a expressão "burra" por "menos inteligente" ao referir-se à defesa de Renan.
Outros deputados que não estão dentro do grupo de 13 beneficiados pela decisão do STF também entraram na sessão secreta e contaram como a sessão se desenrola. Esse é o caso de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), que saiu do plenário e disse que o clima é favorável a Renan. "A impressão, não só minha, mas de outros que estão lá [no plenário], é que ele [Renan] vai se salvar, vai se safar", afirmou.
De acordo com Paulinho, Renan está sentado do lado esquerdo do plenário, na primeira fileira de cadeiras, destinada ao Estado de Alagoas. Ele disse que os senadores evitam passar perto do local onde está o peemedebista.
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que conquistou o direito de acompanhar a sessão secreta, saiu da reunião e fez um longo relato sobre o que acontece lá dentro.
O deputado Barbosa Neto (PDT-PR) afirmou que Renan demonstra tranqüilidade e confiança. No início da sessão, o peemedebista circulou pelo plenário, conversou com os colegas e trocou sorrisos.
A sessão, segundo os deputados, é marcada por um silêncio respeitoso. Não há conversas paralelas nem comentários em voz alta. Os senadores ouvem cada colega que pede a palavra.
Os senadores também não cumprem ao pé da letra as regras de sigilo. Discretamente, senadores deixam o plenário da sessão e também fazem revelações sobre o que ocorre no local. As revelações são feitas entre o caminho do plenário e o restaurante do Senado.
Para evitar o vazamento de informações, o Senado tomou uma série de medidas para garantir o sigilo da sessão, como a proibição dos senadores de utilizarem laptops e a recomendação para não fazerem chamadas de seus celulares. Nada disso impede que os parlamentares circulem pela Casa e revelem o que ocorre do lado de dentro do plenário.
Renan é acusado de ter utilizado recursos da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como aluguel e pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.
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1) O Coveiro do Cemitério Araça (adora enterrar o povão na lama)
2) O mendigo que mora debaixo da ponte (tá cheio de atanto "papelão")
3) Meu cachorro Rex (Late mas não morde)
4) Minha sogra (vai com Deus...não aceito devoluções)
5) O Papagaio Louro de meu vizinho (fala...fala mas nem sabe o que tá falando)
Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
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Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
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