Mercadante admite que se absteve de votar no processo contra Renan
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) escapou hoje da cassação na sessão secreta realizada pelo plenário do Senado. Ele foi absolvido com 40 votos favoráveis, 35 pela cassação e seis abstenções. São necessários 41 votos para tirar o mandato de um senador.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) admitiu que foi dos que se absteve de votar. Ele disse que não via motivos nem para cassar nem para arquivar o processo e por isso se absteve. "O 'não' seria arquivar a denúncia. Mas achava que não tinha condição nem de arquivar nem de cassar", disse Mercadante.
GABRIELA GUERREIRO COMENTA CLIMA NO SENADO APÓS ABSOLVIÇÃO DE RENAN
| Ueslei Marcelino /Folha imagem |
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| Absolvido, Renan diz que não guarda mágoas e que votação é a vitória da democracia |
Mercadante disse que chegou a propor o adiamento da votação antes de se abster na votação por entender que o caso deveria ser melhor discutido. "O parecer [que pedia a cassação] não foi conclusivo porque não havia provas do uso do dinheiro da Mendes Júnior, mas havia indícios de crime tributário [que deveriam ser investigadas."
Ele negou que tenha liderado um movimento em favor de Renan dentro do Senado e disse que abriu seu voto para deixar clara sua decisão de se abster na votação.
Licença
A Folha Online apurou que Renan não descarta pedir licença da presidência do Senado pelo prazo máximo de 120 dias --o que colocaria automaticamente o senador Tião Viana (PT-AC) na presidência temporária do Senado.
Se renunciar ao mandato, o Senado terá que eleger em cinco dias um substituto para o peemedebista --o que abre brechas para a oposição lançar e eleger o novo presidente da Casa. A licença seria uma estratégia para afastar Renan do foco da crise sem, ao mesmo tempo, fazer com que o peemedebista abra mão do cargo.
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