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Brasil
15/09/2007 - 08h11

Relator da PEC do fim do voto secreto defende sigilo em casos de segurança nacional

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KAMILA FERNANDES
da Agência Folha, em Fortaleza

Escolhido para ser o relator do projeto sobre o fim do voto secreto no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE) admitiu ontem que manterá o sigilo do voto em alguns casos. Ele sinalizou objeções à abertura do voto em determinadas situações, como casos de guerra, de segurança nacional, e inclusive de eleição de ministro do Supremo Tribunal Federal.

"Existem algumas ponderações sobre algumas questões, como em casos de guerra, de segurança nacional, e inclusive de eleição de ministro do Supremo Tribunal Federal, que precisam ser melhor avaliadas", disse.

Segundo Tasso, com certeza será pedida a extinção do voto secreto em casos de cassação de mandato de senadores, além do fim da sessão secreta, como a que houve na quarta-feira, quando os senadores decidiram pela permanência de Renan Calheiros (PMDB-AL) na Casa.

Além do fim do voto secreto em alguns casos e das sessões secretas, Tasso quer que seja determinado o afastamento automático de membros da Mesa Diretora e de comissões que tenham sido indiciados pelo Conselho de Ética.

O Senado volta a discutir a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que propõe o fim do voto secreto em todas as sessões do Congresso na próxima semana. A retomada desse debate ocorre logo depois da sessão secreta do plenário do Senado que absolveu na quarta-feira o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), da acusação de quebra de decoro.

A absolvição de Renan, numa sessão secreta, gerou polêmica e críticas de vários setores da sociedade. Renan foi absolvido com 40 votos favoráveis, 35 pela cassação e 6 abstenções.

Senadores de seis partidos elaboraram uma lista de reivindicações para normalizar a pauta de votações da Casa. Entre as reivindicações do grupo está a retomada da discussão da PEC que acaba com o voto secreto --de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS).

Movimento

Os deputados da chamada "terceira via" preparam uma manifestação em defesa do fim do voto secreto para terça-feira. Os parlamentares convidaram integrantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) para integrarem a campanha.

"Agora é mais do que o momento para pôr a proposta em votação. É uma tentativa para recuperar o desgaste sofrido [pelo Senado]", afirmou o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). "Isso tudo serve muito bem para votar o assunto que é tão urgente."

História

Em 2003, o plenário do Senado rejeitou proposta de emenda constitucional, de autoria do senador senador Tião Viana (PT-AC) que propunha o fim das votações secretas no Congresso Nacional. A proposta recebeu 34 votos favoráveis, 41 contrários e 3 três abstenções. Eram necessários 49 votos para aprovar a emenda.

Na época, senadores do PSDB e do antigo PFL (atual DEM) ajudaram a derrubar a proposta. Hoje, vários desses senadores dizem que mudaram de opinião e que agora defendem o voto aberto.

Com Folha Online

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Comentários dos leitores
Brasil Abreu (14) 17/07/2008 20h40
Brasil Abreu (14) 17/07/2008 20h40
Concordo contigo Ministro. Ou arrumamos a casa, dando condições e segurança aos passageiros ou então, ...até o próximo acidente. É lastimável ver tantas familias orando pelas vítimas de acidentes aéreos! sem opinião
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marcilon brigido (119) 28/11/2007 18h52
marcilon brigido (119) 28/11/2007 18h52
Quero entender melhor o discurso do ministro Nelson Jobim.
Espero que aparelhar melhor o Brasil, não seja só comprar fardas e botas para os militares.
Espero que o Brasil se aparelhe com equipamentos de guerra de respeito:
Coletes revestidos de kevlar, tanques com mira telescópica, helicópteros apaches americanos, submarinos nucleares, caças invisíveis F-117, bombas guiadas a laser, aviões e navios equipados com os famigerados mísseis teleguiados Tomahawks...
Parece sandice, mas era assim que o mundo pensava quando se dizia que na Alemanha um tal de Adoph Hiltler estava se armando para atacar a Europa.
Hugo Chaves apresenta os mesmos surtos de loucura de Hitler à época: incitação do povo contra as grandes potências, regimes perpetuos e tiranos, ostentação de riquezas, novos armamemtos etc.
A não aprovação da Venezuela no Mercosul, a descoberta de um mega campo de petróleo em Tupi e o projeto do bio combustivel no Brasil, soa para ele como hegemonia do Brasil na America Latina, que ele não tolera. Vai partir com tudo pra cima, primeiro da Colômbia, depois do Brasil e dos parceiros comerciais, Uruguai e Argentina.
Quem viver, verá!
4 opiniões
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julio cesar l camerini (1) 16/11/2007 19h13
julio cesar l camerini (1) 16/11/2007 19h13
COTIA / SP
Meu caro amigo,
Volte sim!! Aqui realmente está uma maravilha!!
Não estranhe se quando estiver desembarcando encontrar uma pessoa bem alta e um bem pequeninho tocando um sininho e gritando:
" Patrão um avião!!!!!"
sem opinião
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