Extradição de Salvatore Cacciola para o Brasil pode levar semanas
da France Presse, em Mônaco
O procedimento de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola para o Brasil poderá levar semanas, informaram fontes judiciais nesta segunda-feira. Foragido desde 2000, o ex-dono do banco Marka foi encontrado e preso pela Interpol em Mônaco no último sábado (15) ao tentar entrar no país por via terrestre.
A Justiça do Principado de Mônaco espera receber os documentos de extradição do Brasil --que devem ser enviados num prazo de 20 dias-- para estudar a petição. O príncipe Albert 2º terá a última palavra a respeito.
| 13.mai.1999/Folha Imagem |
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| Salvatore Cacciola, ex-dono do banco Marka, durante depoimento no Senado em 1999 |
O ministro da Justiça, Tarso Genro, se reuniu nesta segunda-feira com os secretários executivo, Luiz Paulo Barreto, e da Justiça, Romeu Tuma Júnior, para discutir o assunto.
Ele determinou aos dois que elaborem o mais rápido o possível os termos do pedido de extradição de Cacciola. A previsão do ministério é que até o final do dia o documento esteja pronto.
Reportagem de hoje da Folha informa que está marcada para hoje a primeira audiência judicial do ex-banqueiro. A matéria informa que tanto o governo brasileiro quanto o advogado de Cacciola no Brasil, Carlos Ely Eluf, consideram a sessão de hoje decisiva para um eventual processo de extradição.
Caso
O ex-banqueiro está foragido desde 2000, quando ele fugiu para Itália. Na época, o governo brasileiro não conseguiu a extradição de Cacciola, pois o acordo bilateral com a Itália não prevê a extradição de italianos
Em 2005, Cacciola foi condenado a 13 anos de prisão pela Justiça do Rio de Janeiro pelos crimes de peculato (utilização do cargo para apropriação de dinheiro) e gestão fraudulenta do banco Marka.
O banco Marka quebrou com a desvalorização cambial de 1999. Mas contrariando o que ocorria no mercado, o Marka e o banco FonteCindam assumiram compromissos em dólar. O banco de Cacciola, por exemplo, investiu na estabilidade do real e tinha 20 vezes seu patrimônio líquido comprometido em contratos de venda no mercado futuro de dólar.
O BC socorreu as duas instituições, vendendo dólares com cotação abaixo do mercado, tentando evitar que quebrassem. A justificativa para a ajuda oficial às duas instituições foi a possibilidade de a quebra provocar uma 'crise sistêmica' no mercado financeiro.
Na mesma ação em que foi condenado Cacciola, houve decisões contra o então presidente do BC, Francisco Lopes ---condenado a dez anos de prisão---e a ex-diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi ---condenada a seis anos.
Com Folha Online
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Especial




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Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
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