Chinaglia critica movimento pelo voto aberto e é atacado pela oposição
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou nesta terça-feira o movimento em favor do voto aberto. O movimento é liderado pelo grupo de deputados que pertence à chamada "terceira via" --composta por vários partidos. "Ao invés de produzir um factóide político, [eles] deveriam articular com o colégio de líderes", disse o petista, sem mencionar nomes nem legendas.
Porém, a resposta de Chinaglia provocou reações entre os deputados. Para o líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), o comentário foi desrespeitoso e inadequado. "O presidente da Câmara desrespeita seus colegas ao dizer que é um 'factóide'. Isso é muito grave. Mas esconde um Arlindo Chinaglia que ao longo de sua trajetória política sempre apoiou a transparência dos movimentos e das boas causas", disse.
Alencar afirmou ainda que "em todas as reuniões" do presidente da Câmara com os líderes partidários faz menção à inclusão do fim do voto secreto na pauta de votações. "O próprio presidente Arlindo Chinaglia é testemunha do meu esforço", afirmou.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) também rebateu a afirmação de Chinaglia, lembrando que o fim do voto secreto foi uma das suas plataformas de campanha para a presidência da Câmara. "O voto aberto foi um compromisso dele [Chinaglia] de campanha. E, como presidente deve articular a execução desta proposta", afirmou.
Ainda nesta terça-feira a terceira via lança a Frente Parlamentar Pelo Voto Aberto. A campanha, segundo Alencar, tem apoio de integrantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), entre outras entidades civis.
O movimento em favor do voto do aberto ganhou mais força depois da absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) pelo plenário do Senado, em sessão secreta. É que a decisão ocorreu durante sessão e votação secretas. Para acompanharem a sessão e votação, os deputados da terceira via obtiveram autorização do STF (Supremo Tribunal Federal).
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O Brasil é refém dos políticos, que tem o voto obrigatório como sua grande arma.
Eu era otimista. Agora, só resta esperar que as geraçöes futuras consigam desatar este nó.
gabriel moraes
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