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Brasil
19/09/2007 - 11h16

Comissão do Senado vota relatório que acaba com voto secreto em processos de cassação

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado deve votar nesta quarta-feira o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que propõe o fim do voto secreto em processos de cassação de mandato de parlamentares e na maior parte das indicações encaminhadas pelo governo. Segundo o tucano, a idéia é levar a proposta para o plenário e garantir que as denúncias contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), sejam votadas em sessão aberta.

Sérgio Lima/Folha Imagem
Relator da PEC do fim do voto secreto, Tasso defende sigilo em casos de segurança nacional
Relator da PEC do fim do voto secreto, Tasso defende sigilo em casos de segurança nacional

"É possível pensar que o assunto vai ser votado no plenário do Senado em dez dias. Logo em seguida é remetido para a Câmara e lá depende da pressão que houver", disse Tasso, que negociou nesta quarta-feira com o presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE), a inclusão de seu parecer na pauta de hoje.

Tasso apensou (uniu) as propostas pelo fim do voto secreto dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Paulo Paim (PT-RS).

No seu parecer, o voto secreto será mantido nas seguintes situações: escolha de ministros para os tribunais superiores --como STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça) e TCU (Tribunal de Contas da União)-- e também para a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Uma vez aprovada na CCJ, a proposta segue para o plenário do Senado, onde deve ser submetida a dois turnos de votação, obtendo no mínimo 49 votos. Como se trata de uma proposta de emenda constitucional (PEC) deve ter tramitação semelhante na Câmara.

O relatório de Tasso não inclui o fim da sessão secreta no Senado. É que o assunto deve ser tratado por projeto de resolução, que determina mudanças no regimento interno da Casa. Segundo o senador, a tendência é que essa alteração na lei interna do Senado ocorra nos próximos dias. Mas ele não deu prazo para isso ocorrer.

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Comentários dos leitores
Reginaldo Carvalho (76) 19/10/2007 22h50
Reginaldo Carvalho (76) 19/10/2007 22h50
Um povo que luta pela democracia. Deve ser respeitado. Já disse outras vezes que quem pensa no Brasil somos nós. Não que queira me achar o dono da verdade. Ou nós, que debatemos aqui. O que quero é que a classe que pensa, que somos nós, tenhamos oportunidade de veicular nossas idéias. Senão sucumbiremos sem pelo menos dar nossa contribuição. Tenho e filhos e respeito quem os tem. E não acho justo contribuir para que a geração futura seja alienada. sem opinião
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Ana Maria Lemos (1) 16/10/2007 16h56
Ana Maria Lemos (1) 16/10/2007 16h56
SAO PAULO / SP
Estou muito contente de poder usufruir da Folha on Line sem opinião
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jose gabriel pena de moraes (1) 05/10/2007 11h24
jose gabriel pena de moraes (1) 05/10/2007 11h24
PORTO ALEGRE / RS
A grande verdade eh que ficamos nos preocupando com a forma de atuaçao dos parlamentares, mas as regras foram estabelecidas por eles mesmos. Enquanto o sistema de representaçäo for este nada mudará. A nova república(?) nos legou a Constituiçäo Cidadä, que só criou direitos e auferiçäo de vantagens, e o atual sistema representativo.
O Brasil é refém dos políticos, que tem o voto obrigatório como sua grande arma.
Eu era otimista. Agora, só resta esperar que as geraçöes futuras consigam desatar este nó.
gabriel moraes
sem opinião
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