Brasil
19/09/2007 - 14h25

CCJ do Senado aprova fim do voto secreto em todas as sessões do Congresso

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em votação simbólica e por unanimidade, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou hoje a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com o voto secreto em todas as sessões do Congresso. Para aprovar a PEC, o relator da proposta, senador Tasso Jereissati (CE), abriu mão de seu texto --que mantinha o voto secreto em determinadas situações.

Sérgio Lima/Folha Imagem
Relator da PEC do fim do voto secreto, Tasso defende sigilo em casos de segurança nacional
Relator da PEC do fim do voto secreto, Tasso defende sigilo em casos de segurança nacional

"Entre ficar numa divisão para aprovar meu texto, prefiro ceder e entendo que há pressão legítima da opinião pública pelo voto aberto", disse Tasso.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) aprovou a decisão da CCJ de aprovar a PEC, de autoria de Paulo Paim (PT-RS).

"É um dos passos mais importantes para a transparência no Congresso. Essa é uma experiência que existe na maioria dos países democráticos. Finalmente demos esse passo", afirmou Mercadante.

A proposta segue agora para votação em dois turnos no plenário do Senado --precisa de 49 votos. Depois, a PEC segue para a Câmara dos Deputados, onde também precisa ser aprovada em duas etapas.

Relatório inicial

O relatório inicial de Tasso previa o fim do voto secreto em processos de cassação de mandato de parlamentares.

No entanto, ele mantinha o voto secreto na escolha de ministros para os tribunais superiores --como STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça) e TCU (Tribunal de Contas da União)-- e também para a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Tasso apensou (uniu) as propostas pelo fim do voto secreto dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Paulo Paim (PT-RS).

O relatório de Tasso não inclui o fim da sessão secreta no Senado. É que o assunto deve ser tratado por projeto de resolução, que determina mudanças no regimento interno da Casa. Segundo o senador, a tendência é que essa alteração na lei interna do Senado ocorra nos próximos dias. Mas ele não deu prazo para isso ocorrer.

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Comentários dos leitores
Reginaldo Carvalho (76) 19/10/2007 22h50
Reginaldo Carvalho (76) 19/10/2007 22h50
Um povo que luta pela democracia. Deve ser respeitado. Já disse outras vezes que quem pensa no Brasil somos nós. Não que queira me achar o dono da verdade. Ou nós, que debatemos aqui. O que quero é que a classe que pensa, que somos nós, tenhamos oportunidade de veicular nossas idéias. Senão sucumbiremos sem pelo menos dar nossa contribuição. Tenho e filhos e respeito quem os tem. E não acho justo contribuir para que a geração futura seja alienada. sem opinião
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Ana Maria Lemos (1) 16/10/2007 16h56
Ana Maria Lemos (1) 16/10/2007 16h56
SAO PAULO / SP
Estou muito contente de poder usufruir da Folha on Line sem opinião
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jose gabriel pena de moraes (1) 05/10/2007 11h24
jose gabriel pena de moraes (1) 05/10/2007 11h24
PORTO ALEGRE / RS
A grande verdade eh que ficamos nos preocupando com a forma de atuaçao dos parlamentares, mas as regras foram estabelecidas por eles mesmos. Enquanto o sistema de representaçäo for este nada mudará. A nova república(?) nos legou a Constituiçäo Cidadä, que só criou direitos e auferiçäo de vantagens, e o atual sistema representativo.
O Brasil é refém dos políticos, que tem o voto obrigatório como sua grande arma.
Eu era otimista. Agora, só resta esperar que as geraçöes futuras consigam desatar este nó.
gabriel moraes
sem opinião
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