Renan diz que é "homem de paz" e não espera guerra na votação da CPMF
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira que não espera tempos de batalha agora nem nas negociações para a votação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. "Guerra, não. Sou um homem de paz", disse. Em seguida, ele criticou a paralisação da Casa em decorrência do processo que o envolve.
Sem mencionar nomes nem partidos políticos, Renan condenou os movimentos que impedem votações e debates de temas que considera relevantes. "É isso que o Senado tem de cuidar. É sair do 'rame-rame' político", disse o presidente, referindo-se indiretamente à oposição que decidiu obstruir a pauta depois que ele foi absolvido no primeiro processo que pedia sua cassação.
"A obstrução é um caminho. Não se pode obstruir por obstruir", afirmou o peemedebista. Ontem à noite, a oposição conseguiu obstruir a votação que tratava da indicação de Luiz Antonio Pagot para a diretoria-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes).
O movimento oposicionista conseguiu impedir que a votação ocorresse e a sessão acabou encerrada por ausência de três votos.
Denúncias
Desde a semana passada, quando Renan foi absolvido pelo plenário do Senado --obtendo 40 votos favoráveis ao arquivamento da denúncia que pedia sua cassação, 35 contrários e seis abstenções--, a oposição anunciou que faria obstrução nas sessões comandadas pelo peemedebista.
Sem querer comentar sobre as acusações que o envolvem, Renan evitou opinar se prefere que as denúncias sejam tratadas separadamente ou não. Segundo ele, deve se analisar seguindo a Constituição e o regimento interno do Senado. "Tem de observar a legalidade [do processo]", disse.
Nesta quarta-feira, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que novamente a oposição fará obstrução na sessão para dar continuidade à votação de Pagot e outras medidas que estão na pauta. "Será um dia também muito difícil para o governo, assim como foi ontem", afirmou o tucano.
Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), será possível construir um acordo com a oposição e suspender o movimento de obstrução. "É uma negociação contínua. Não temos espírito de guerra", disse.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- Conselho adia votação de 2º processo contra Renan para próxima semana
- Oposição derrota Renan e impede aprovação de indicação de diretor do DNIT
- Mercadante defende unificação de processos contra Renan
- Senadores querem paralisar processo para Câmara investigar caso Schincariol
- Mercadante cria resposta padrão para justificar abstenção no caso Renan
Especial


avalie fechar
A que ponto chegamos....
avalie fechar
Muito Grato por vossa opinião.
Bom final de domingo Sr. Marco.
avalie fechar