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Brasil
19/09/2007 - 16h04

Tarso vai a Mônaco no sábado para negociar extradição de Cacciola

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FABIANA FUTEMA
Editora de Brasil da Folha Online

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse viaja no próximo sábado (22) para Mônaco para negociar um acordo de reciprocidade com o objetivo de conseguir a extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Foragido desde 2000, Cacciola foi preso no último sábado (15) em Mônaco pela Interpol.

15.dez.2006/Folha Imagem
Tarso vai a Mônaco para acelerar pedido de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola
Tarso vai a Mônaco para acelerar pedido de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola

Na segunda-feira (24), Tarso deve se encontrar com o diretor-geral de Justiça do Principado, Philippe Narminau, para apresentar um resumo do processo contra Cacciola --condenado, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.

Segundo o Ministério da Justiça, Tarso deve apresentar no encontro trechos importantes do processo contra Cacciola, que servirão para complementar o pedido de extradição do ex-banqueiro. O Brasil tem 20 dias --prorrogáveis por mais 20-- para apresentar as razões para o pedido de extradição para a Justiça de Mônaco.

A Justiça informou que Tarso não deve apresentar todo o processo --de mais de 500 páginas-- contra Cacciola, pois o documento está sendo traduzido para o francês.

O ministro também deve aproveitar o encontro para apresentar a decisão da juíza federal Simone Schreiber, da 5ª Vara Federal Criminal do Rio, que determinou ontem a prisão preventiva de Cacciola e a extradição dele para o Brasil.

13.mai.1999/Folha Imagem
Justiça de Mônaco manteve a prisão de Salvatore Cacciola, foragido desde 2000
Justiça de Mônaco manteve a prisão de Salvatore Cacciola, foragido desde 2000

Ontem, na primeira audiência, a Justiça de Mônaco manteve a prisão de Cacciola. O advogado do ex-banqueiro, Carlos Ely Eluf, disse que seu cliente pode pedir o relaxamento da prisão preventiva a qualquer momento.

Ele minimizou as chances de o Brasil conseguir a extradição de Cacciola e disse que a palavra final, nesse caso, será do príncipe Albert.

Eluf diz que as leis de Mônaco não prevêem extradição para acusados de cometerem os crimes imputados a Cacciola.

Caso

O banco Marka quebrou com a desvalorização cambial de 1999. Mas contrariando o que ocorria no mercado, o Marka e o banco FonteCindam assumiram compromissos em dólar. O banco de Cacciola, por exemplo, investiu na estabilidade do real e tinha 20 vezes seu patrimônio líquido comprometido em contratos de venda no mercado futuro de dólar.

O BC socorreu as duas instituições, vendendo dólares com cotação abaixo do mercado, tentando evitar que quebrassem. A justificativa para a ajuda oficial às duas instituições foi a possibilidade de a quebra provocar uma 'crise sistêmica' no mercado financeiro.

Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.

O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois recorreram e respondem ao processo em liberdade.

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Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (315) 31/05/2009 12h09
Igor Bevilaqua (315) 31/05/2009 12h09
Não demora esse tal de Cacciola sair da cadeia como "HERÓI", lá dentro segundo reportagem ele já é tratado como tal, é só sair que aquí fora também o será..., o povo brasileiro é atrasado e ignorante em se tratando de $$$celebridades$$$..., e tanto faz ser bandido ou não que a pessoa é ovacionada, reeleita, tem um acolhimento "VIP"..., vejam políticos bandidos, são reeleitos facilmente..., se o Cacciola entrar na política brasileira, ele será eleito sem sombra de dúvidas..., e lá na redoma de corrupção ele será apenas mais um entre os muitos. sem opinião
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João Carlos Gagliardi (1384) 18/05/2009 23h48
João Carlos Gagliardi (1384) 18/05/2009 23h48
A melhor saída para o "pobre" do Salvatore Cacciola, seria entrar para a política.
Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
1 opinião
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Luís da Velosa (726) 18/05/2009 16h07
Luís da Velosa (726) 18/05/2009 16h07
Cacciola, esse sabidório, deve ser exemplarmente punido para que, no amanhã, não nos envergonhemos de nós mesmos. 11 opiniões
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