Tarso vai a Mônaco no sábado para negociar extradição de Cacciola
FABIANA FUTEMA
Editora de Brasil da Folha Online
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse viaja no próximo sábado (22) para Mônaco para negociar um acordo de reciprocidade com o objetivo de conseguir a extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Foragido desde 2000, Cacciola foi preso no último sábado (15) em Mônaco pela Interpol.
| 15.dez.2006/Folha Imagem |
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| Tarso vai a Mônaco para acelerar pedido de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola |
Na segunda-feira (24), Tarso deve se encontrar com o diretor-geral de Justiça do Principado, Philippe Narminau, para apresentar um resumo do processo contra Cacciola --condenado, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.
Segundo o Ministério da Justiça, Tarso deve apresentar no encontro trechos importantes do processo contra Cacciola, que servirão para complementar o pedido de extradição do ex-banqueiro. O Brasil tem 20 dias --prorrogáveis por mais 20-- para apresentar as razões para o pedido de extradição para a Justiça de Mônaco.
A Justiça informou que Tarso não deve apresentar todo o processo --de mais de 500 páginas-- contra Cacciola, pois o documento está sendo traduzido para o francês.
O ministro também deve aproveitar o encontro para apresentar a decisão da juíza federal Simone Schreiber, da 5ª Vara Federal Criminal do Rio, que determinou ontem a prisão preventiva de Cacciola e a extradição dele para o Brasil.
| 13.mai.1999/Folha Imagem |
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| Justiça de Mônaco manteve a prisão de Salvatore Cacciola, foragido desde 2000 |
Ontem, na primeira audiência, a Justiça de Mônaco manteve a prisão de Cacciola. O advogado do ex-banqueiro, Carlos Ely Eluf, disse que seu cliente pode pedir o relaxamento da prisão preventiva a qualquer momento.
Ele minimizou as chances de o Brasil conseguir a extradição de Cacciola e disse que a palavra final, nesse caso, será do príncipe Albert.
Eluf diz que as leis de Mônaco não prevêem extradição para acusados de cometerem os crimes imputados a Cacciola.
Caso
O banco Marka quebrou com a desvalorização cambial de 1999. Mas contrariando o que ocorria no mercado, o Marka e o banco FonteCindam assumiram compromissos em dólar. O banco de Cacciola, por exemplo, investiu na estabilidade do real e tinha 20 vezes seu patrimônio líquido comprometido em contratos de venda no mercado futuro de dólar.
O BC socorreu as duas instituições, vendendo dólares com cotação abaixo do mercado, tentando evitar que quebrassem. A justificativa para a ajuda oficial às duas instituições foi a possibilidade de a quebra provocar uma 'crise sistêmica' no mercado financeiro.
Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.
O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois recorreram e respondem ao processo em liberdade.
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Especial





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Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
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