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Brasil
19/09/2007 - 18h49

Oposição promete dar canseira na votação da CPMF; sessão deve acabar às 6h

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Em uma guerra de estratégias baseadas no regimento interno da Câmara, a oposição tenta vencer o primeiro round da disputa que envolve a prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011 adiando a votação para a próxima semana. Se a base governista conseguir driblar o bloqueio da oposição, a votação deve começar às 23h30 e acabar por volta das 6h desta quinta-feira, segundo previsão otimista de deputados da Casa.

23.fev.2007/Folha Imagem
Arlindo Chinaglia convocou todos os deputados a participarem da sessão de votação da CPMF
Arlindo Chinaglia convocou todos os deputados a participarem da sessão de votação da CPMF

Sem sinais de negociações entre oposicionistas e governistas, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que todos devem estar preparados para uma longa jornada. "Chamo todos os deputados que estão nos gabinetes para virem ao plenário, que a jornada será longa, e ninguém dá sinais que abre mão da parada", disse.

O vice-líder do PT na Casa, Henrique Fontana (RS), reclamou da estratégia oposicionista. Segundo ele, não há pressão nem teste de paciência que vença os governistas. "Se precisar, nós ficamos até as 2h. Isso não é problema. Votamos nesta madrugada [referindo-se à votação da medida provisória que autorizou liberação de crédito para o executivo]", disse.

Já o vice-líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), respondeu ao petista, informando que a oposição está preparada para enfrentar votações de madrugada. "Cansaço não faz parte do nosso dicionário. As votações anteriores mostraram que o governo está com dificuldades, pois há ausências e abstenções no plenário", afirmou ele.

O deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), um dos principais defensores da CPMF em nome da saúde, reconheceu que há dificuldades em aprovar a medida ainda nesta quarta-feira. "É preciso ter paciência. O sistema deles [da oposição] é vencer pelo cansaço. É uma estratégia perversa", disse.

Estratégia

A tática aplicada pela oposição --DEM, PPS, PSDB e PSOL-- é de apresentar inúmeros requerimentos sugerindo adiamentos que variam de duas a seis sessões. Há, ainda, questionamentos sobre um e outro artigo do texto-base da proposta. O conjunto de estratégias é associada ao movimento de obstrução (impedimento) das votações.

Paralelamente o governo sinaliza com o atendimento de pleitos aos mais diversos setores. Para os ruralistas, promete renegociar as dívidas dos pequenos produtores. Para os setores calçadista e moveleiro, cuja MP (medida provisória) iria beneficiá-los e foi revogada, há a possibilidade de edição de um decreto com os mesmos benefícios previstos na medida --estabelecendo redução de alguns impostos para os setores.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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