Eduardo Ferrão deixa a defesa do presidente do Senado
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá que escolher um novo advogado para se defender nos três processos por quebra de decoro parlamentar a que responde no Conselho de Ética da Casa. O advogado de Renan, Eduardo Ferrão, deixou a sua defesa por alegar excesso de trabalho em outros casos.
Ferrão defendeu Renan no primeiro processo contra o parlamentar, no qual ele é acusado de usar dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso --com quem tem uma filha fora do casamento. Como o presidente do Senado foi absolvido pelo plenário da Casa na semana passada, o advogado julgou ser o momento oportuno para deixar o caso.
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| Advogado Eduardo Ferrão deixa a defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros |
A Folha Online apurou que Ferrão --que há dois anos defendia Renan no processo de reconhecimento da paternidade da filha que o senador tem com a jornalista-- alegou estar envolvido com outros processos em seu escritório que lhe tomam muito tempo. Por esse motivo, teria pedido desligamento da defesa de Renan.
Ele nega ter deixado a defesa de Renan por desentendimentos com o senador. No início do primeiro processo contra o peemedebista, o advogado chegou a ser acusado por aliados do senador de falhas no seu processo de defesa. Mas permaneceu no caso e chegou a fazer a defesa pública de Renan no Conselho de Ética do Senado.
O advogado é ligado ao ministro Nelson Jobim (Defesa), de quem foi sócio em seu escritório, ao lado do advogado Paulo Baeta, em Brasília. No final de semana antes de Renan ser julgado pelo conselho, há duas semanas, Jobim chegou a se reunir com Ferrão e com o próprio senador para discutir estratégias de defesa do parlamentar --e gerou especulações de que estaria trabalhando na defesa do presidente do Senado.
A Folha Online apurou que Renan já escolheu um novo advogado para substituir Ferrão em sua defesa, mas mantém o nome em sigilo.
Processos
Mesmo absolvido pelo plenário no primeiro processo por quebra de decoro parlamentar, Renan ainda responde a três representações no Conselho de Ética. Na semana que vem, o órgão vai decidir se unificará os três processos em uma única ação contra o presidente do Senado para facilitar a sua tramitação.
Na segunda representação, relatada pelo senador João Pedro (PT-AM), Renan é acusado de beneficiar a Schincariol junto ao INSS depois que a empresa comprou uma fábrica de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), por preço acima do mercado.
O relator já sinalizou que deve recomendar o arquivamento do processo, ou o adiamento de sua votação, para deixar que a Câmara conclua as investigações sobre o caso.
A terceira representação --apresentada ao Conselho de Ética pelo DEM e PSDB-- apura a denúncia de que Renan teria usado laranjas para comprar um grupo de comunicação em Alagoas com recursos não declarados à Receita Federal. A acusação é considerada a mais grave contra o parlamentar, já que foi revelada pelo seu ex-aliado político João Lyra.
No último processo, encaminhado nesta quinta-feira pela Mesa Diretora do Senado ao Conselho de Ética, Renan é acusado de participar de um esquema de desvio de dinheiro em ministérios comandados pelo PMDB, que teria como coordenador o lobista Luiz Garcia Coelho --pai de uma funcionária de Renan.
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1) O Coveiro do Cemitério Araça (adora enterrar o povão na lama)
2) O mendigo que mora debaixo da ponte (tá cheio de atanto "papelão")
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Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
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Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
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