Renan diz que seu caráter não permite chantagear outros senadores
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou hoje que tenha um clima de chantagem na Casa. Nos bastidores, Renan é acusado de chantagear senadores de todos os partidos para conseguir se manter na presidência do Senado.
| Ueslei Marcelino /Folha imagem |
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| "O meu caráter não permite que isso aconteça", diz Renan sobre chantagem |
"Muito pelo contrário, sobretudo partindo de mim. Eu sempre tive com a Casa o melhor relacionamento, independentemente da condição partidária de cada um. Converso com todos, sou amigo de todos", disse Renan, alvo de mais três processos por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado.
Reportagem da revista "Veja" desta semana informa que Renan fez um acordo com a bancada do PT no Senado para conseguir escapar do primeiro processo de cassação. Pelo suposto acordo, o PT apoiaria Renan e o peemedebista se afastaria da presidência do Senado.
No entanto, de acordo com a reportagem da "Veja", Renan teria descumprido o acordo fechado com a bancada petista. Para se prevenir, ele teria montado dossiês contra os petistas.
A matéria informa ainda que teria partido de Renan a denúncia contra o vice-presidente da Casa, Tião Viana (PT-AC), de empregar uma funcionária fantasma. Silvania Gomes Timóteo, contratada pelo gabinete de Viana, trabalharia no diretório do PT, em Brasília. Ela recebia do Senado um salário de R$ 6.773,41 e mais auxílio alimentação de R$ 560.
Renan negou que tenha montado dossiês contra parlamentares de qualquer partido. "O meu caráter não permite que isso aconteça de forma nenhuma."
Na votação do primeiro processo por quebra de decoro, Renan foi absolvido com 40 votos favoráveis, 35 pela cassação e 6 abstenções. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) admitiu que se absteve de votar na sessão secreta.
Paralisação das investigações
Renan evitou comentar a decisão do relator do segundo processo que tramita contra ele no Conselho de Ética, João Pedro (PT-AM), de paralisar as investigações. "Não tenho acompanhado o Conselho de Ética e vou provar minha inocência"
João Pedro (PT-AM) disse que vai recomendar o "sobrestamento" (paralisação) das investigações ao invés do arquivamento imediato do processo contra o presidente da Casa.
O senador defende que o conselho --antes de concluir se Renan quebrou ou não o decoro parlamentar na segunda representação-- espere a Câmara dos Deputados investigar se há envolvimento do irmão de Renan, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), nas acusações que atingem o peemedebista.
Na segunda representação, Renan é acusado de trabalhar para reverter dívida de R$ 100 milhões da Schincariol junto ao INSS como gratidão ao fato da empresa ter comprado uma fábrica de seu irmão por preço acima do mercado.
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A que ponto chegamos....
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Muito Grato por vossa opinião.
Bom final de domingo Sr. Marco.
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