Walfrido recebe apoio de aliados; governistas descartam saída de ministro
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Denunciado de envolvimento com o mensalão mineiro, o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) recebeu nesta terça-feira apoio de líderes partidários da base aliada do governo. O líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), afastou a hipótese de o ministro ser afastado do cargo em decorrência das acusações.
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| Na mira da Procuradoria por mensalão tucano, Walfrido recebe apoio de líderes da base aliada |
"Será uma decisão dele [Walfrido dos Mares Guia] e do presidente da República", afirmou o líder. "Ele não vai deixar o governo [de imediato]. Isso não está sendo aventado em hipótese alguma. Não podemos ficar mudando um ministro com base em especulações", disse.
Além de Múcio, também estiveram com Walfrido os líderes do PR, Luciano Castro (RR), e do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), e o vice-líder do governo, Henrique Fontana (RS). Eles disseram ter ido ao Palácio do Planalto para um "ato de desagravo".
"É um abraço a um amigo que está sendo exposto por alguns setores", resumiu o líder do governo. "É um momento desagradável e com relação ao ministro a indignação é coletiva", disse Múcio.
Denúncias
Walfrido é investigado pela PGR (Procuradoria Geral da República). Em reportagem publicada da Folha, o ministro assume que pagou, em 2002, R$ 511 mil de uma dívida do caixa dois da campanha de 1998 de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) --atualmente senador pelo PSDB de Minas Gerais.
Segundo a reportagem, a dívida assumida pelo ministro era cobrada de Azeredo pelo coordenador financeiro da sua campanha de 1998, Eduardo Mourão. A despesa não foi lançada na prestação de contas da campanha do tucano --o que indica caixa dois.
No relatório final, a Polícia Federal citou os nomes de Walfrido e Azeredo, entre outros, como supostamente envolvido no esquema do valerioduto em Minas Gerais. Com base no inquérito, os investigados poderão ser denunciados ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.
Segundo assessores, Walfrido enviará até o final da semana documentos à PGR. Mas não pretende prestar novos esclarecimentos a Souza.
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Especial




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"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
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