PMDB se rebela e Senado rejeita MP que cria secretaria de Mangabeira Unger
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O Palácio do Planalto terá que extinguir a Secretaria Especial de Planejamento de Longo Prazo da presidência da República, chefiada pelo filósofo Mangabeira Unger. O Senado Federal rejeitou hoje, por 22 votos a 46, a MP (medida provisória) que criou a secretaria --editada neste ano.
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| Sem PMDB, governo não conseguiu aprovar MP que cria secretaria de Mangabeira Unger |
Além da extinção do órgão, o governo também será obrigado a destituir mais de 600 funcionários que foram contratados em cargos comissionados autorizados pela MP.
A derrota do governo foi imposta pela bancada do PMDB no Senado, a maior da Casa Legislativa. Apesar de integrar a base de apoio do Palácio do Planalto, os peemedebistas estão revoltados com o tratamento dado pelo governo para a bancada do Senado --que reivindica cargos de segundo escalão no governo.
O senador Valter Pereira (PMDB-MS), relator da medida provisória, orientou os parlamentares a derrubarem a matéria.
A oposição vibrou com o voto de Pereira, um dos primeiros relatores escolhidos pelo governo a recomendar a rejeição de uma MP. "Aleluia, finalmente apareceu alguém como coragem de não apresentar voto sim a essa matéria. Votamos não pela falta de urgência e relevância dessa medida", disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).
Pereira disse que se sentiu à vontade para recomendar a derrubada da medida depois da reunião com o líder do partido no Senado, Valdir Raupp (PMDB-RO), na qual vários peemedebistas deixaram claro o seu descontentamento com o governo.
O senador disse não ser contrário à criação da secretaria nem aos cargos comissionados autorizados pela MP. Mas afirmou que o governo federal não deveria usar o instrumento medida provisória para criar os cargos e o órgão.
"Tudo aqui é medida provisória. De repente, o Congresso está sendo suprimido. A instância do Congresso está sendo irrelevante. Estamos sendo garroteados pelo Executivo e é contra isso que temos que nos levantar. No mérito, não faço reparo. Faço reparo na questão formal, processual, na tramitação. Aí sim o governo está pecando", criticou Pereira.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) fez sucessivos apelos para que os senadores aprovassem a MP, mas os pedidos foram em vão. "Estamos eliminando uma secretaria para pensar o desenvolvimento estratégico do país. Se quisermos ter lugar no futuro, temos que fortalecer o planejamento estratégico. A União Européia tem um ministério, não uma secretaria, para discutir o seu planejamento estratégico", argumentou.
Comissão
O Congresso vai criar uma comissão mista de deputados e senadores para discutir a situação dos servidores atingidos com a extinção da MP. Para recriar a secretaria e os cargos comissionados, o governo federal terá que enviar novo projeto ao Congresso Nacional.
Ao contrário da MP, que tem prazo para tramitar na Câmara e no Senado, o projeto de lei tem que percorrer todos os caminhos previstos nos regimentos das duas Casas antes de ser apreciada em plenário.
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Especial



Câmada adia decisão sobre aumento...
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Só vão deixar a poeira baixar prá dar o golpe mais prá frente.
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Mais tem instituições publicas que o governo deveria privatizar, porque não tem necessidades de tais atividades serem publicas no caso uma delas é os CORREIOS.
Mas bem amigos o minimo que o povo quer, uma vez que somos nós que pagamos esses salrios é reestruturação nas instituições publicas, planos de cargos e salarios definidos e reajustes semestrais de acordo com a inflação desses periodo e ninguem precisaria mais votar nada, perder tempo com votações, e outros mecanismos que funcionam nesses sistemas.
A inflação e todos teriam no minimo um pouco mais de igualdade de tratamento.
Geralmente quando alguem tem que votar alguma coisa não é bom negocio, sempre tem alguem de algum lugar que vai querer ganhar mais que a inflação e muitas vezes os beneficiados são os proprios julgadores da lei, assim com leis definidas sobre salarios e pre estipuladas e em comum acordo com as classes ninguem iria julgar se foi beneficiado mais ou menos do que o outro e assim deveria ser pela honra e ética das decisões politicas.
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É D A N D O Q U E S E R E C E B E.....
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