Governador de Mato Grosso do Sul pune troca-troca partidário com demissões
HUDSON CORRÊA
da Agência Folha, em Campo Grande
O governador de Mato Grosso do Sul, o peemedebista André Puccinelli, demitiu funcionários para punir um deputado estadual aliado que trocou de partido, deixando o PMDB. Puccinelli exonerou ontem sete funcionários que haviam sido nomeados para cargos --com salários de até R$ 1.100-- por indicação do deputado estadual Ari Artuzi. Nesta semana, o deputado saiu do PMDB, ao qual era filiado havia dois anos, e entrou no PDT.
Ainda como punição, o governador chamou de volta três funcionários que estavam cedidos ao gabinete de Artuzi.
Segundo a assessoria de Puccinelli, a demissão se deve à troca de partido de Artuzi. O governador, ainda conforme a assessoria, nunca escondeu que fez nomeações a pedido de deputados aliados.
"Até agora não estou acreditando. Os funcionários [demitidos] pediram voto [para Puccinelli] na campanha", afirmou o deputado, insistindo que as contratações de pessoas indicadas por ele obedeceram a critérios técnicos.
"Eu ajudei tanto na campanha [de Puccinelli]. Tive 36.960 votos. Sem a minha votação, o PMDB teria eleito dois deputados a menos", afirmou Artuzi. O partido elegeu sete dos 24 deputados.
Artuzi diz que deixou o PMDB após a entrada no partido, há dois meses, do deputado federal Geraldo Rezende, que deixou o PPS. Os dois são adversários na disputa pela prefeitura de Dourados (MS).
A briga entre Artuzi e Puccinelli trouxe de volta à cena o ex-governador (1999 a 2006) José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.
O petista visitou hoje na Assembléia Legislativa o deputado Ary Rigo, liderança do PDT, e criticou Puccinelli por atrair prefeitos para o PMDB. "Eu não sou predador de lideranças [políticas], nunca cacei prefeitos", afirmou Zeca.
O PT pede na Justiça estadual a cassação do mandato do vereador de Campo Grande Clemêncio Ribeiro porque ele deixou o PT para entrar no PMDB.
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